Saltar para o conteúdo principal da página

Muralha seiscentista de Faro (troços) - detalhe

Designação

Designação

Muralha seiscentista de Faro (troços)

Outras Designações / Pesquisas

Cerca seiscentista de Faro (troços) / Cerca Seiscentista / Muralha Seiscentista / Frente Fortificada de Faro(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Cerca

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Faro / Faro / Faro (Sé e São Pedro)

Endereço / Local

Largo do Pé da Cruz
Faro

Rua de Loulé
Faro

Número de Polícia: 2-4

Rua Dr. Pereira de Sousa
Faro

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 67/97, DR, I Série-B, n.º 301, de 31-12-1997 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Foi em 1660, nos últimos anos da Guerra da Restauração, que o Governador Militar do Algarve, Martim Correia da Silva, ordenou que se edificasse uma cerca muralhada em torno de Faro, para proteger a cidade de eventuais ataques do exército espanhol pelo lado de terra.
Composta por "seis fachadas que integravam cinco baluartes e dois meios-baluartes com extensas linhas de tiro", a cerca abrangia um perímetro com mais de 2800 metros, protegendo "os conventos e edifícios notáveis da cidade" (LOBO, 2006, p. 47).
Na realidade, e embora a Coroa portuguesa tivesse investido numa renovação da defesa costeira no período pós-Restauração, o Algarve e as suas fortalezas foram "esquecidos", sendo "verdadeiramente lamentável o estado em que encontravam durante a Guerra da Restauração as defesas costeiras desta região" (C.P.Calisto, in MOREIRA, 1986, p. 80).
Por isso, a cerca muralha de Faro é um dos poucos exemplares da arquitectura militar da Restauração em território algarvio. Devido à urgência da necessidade de defesa da cidade, que os militares locais defendiam ser da maior importância, e talvez também à escassez de meios financeiros, "o muro, com pelo menos quatro metros de altura, e provavelmente, a estrutura interior em terra - o reparo, nunca foi concluído" (LOBO, 2006, p. 47), pelo que em meados da centúria seguinte, e com os estragos provocados pelo terramoto de 1755, os baluartes estavam já muito deteriorados, conforme confirmam as Memórias Paroquiais de 1758. Durante as Guerras Liberais a estrutura da cerca foi reforçada, o que não impediu que voltasse a danificar-se.
Actualmente, subsistem metade das estruturas de três baluartes, e alguns vestígios arqueológicos de outro baluarte, assim como um troço do pano de muralhas, ao qual o crescimento da cidade durante os séculos XIX e XX trouxe alterações profundas que destruíram irremediavelmente a sua linha de implantação, com a abertura de vias e a edificação de casas adossadas à cortina.
Catarina Oliveira
DIDA/IGESPAR,I.P./ Junho de 2008

Imagens

Bibliografia

Título

Faro. Edificações Notáveis

Local

Faro

Data

1995

Autor(es)

LAMEIRA, Francisco

Título

Faro, evolução urbana e património

Local

Faro

Data

1993

Autor(es)

PAULA, Rui Mendes, PAULA, Frederico Mendes

Título

Do rigor teórico à urgência prática: a arquitectura militar, História da Arte em Portugal, vol. 8

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

MOREIRA, Rafael

Título

O sistema defensivo da cidade, Monumentos, nº 24

Local

Lisboa

Data

2006

Autor(es)

LOBO, Francisco de Sousa

Título

Cartas dos governadores do Algarve (1638-1663)

Local

Lisboa

Data

1978

Autor(es)

IRIA, Alberto

Título

Algarve - Castelos, Cercas e Fortalezas

Local

Faro

Data

2008

Autor(es)

MAGALHÃES, Natércia

Título

A cerca seiscentista

Local

Faro

Data

1996

Autor(es)

LAMEIRA, Francisco