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Conjunto da casa nobre, capela e antigas dependências agrícolas da Horta do Ourives - detalhe

Designação

Designação

Conjunto da casa nobre, capela e antigas dependências agrícolas da Horta do Ourives

Outras Designações / Pesquisas

Conjunto da Horta do Ourives / Quinta do Ourives (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Faro / Faro / Faro (Sé e São Pedro)

Endereço / Local

Estrada Nacional 125
Faro

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como CIP - Conjunto de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 618/2013, DR, 2.ª série, n.º 182, de 20-09-2013 (sem restrições) (ver Portaria)
Procedimento (indevidamente) prorrogado até 31-12-2011 pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de homologação de 7-07-1980
Parecer de 4-07-1980 da COISPCN a propor a classificação como IIP
Proposta de classificação de 9-01-1979 da DGEMN

ZEP

Despacho de 30-04-2013 da diretora-geral da DGPC a determinar que, após a publicação do diploma de classificação, se estudem as restrições a aplicar na ZEP
Anúncio n.º 58/2013, DR, 2.ª série, n.º 27, de 7-02-2013 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 26-10-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 27-07-2011 da DRC do Algarve

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Trata-se de um solar setecentista marcado por grande unidade formal, embora talvez, se possam distinguir nele duas campanhas de obras. Dá acesso à quinta um aparatoso portal de cantaria rusticada, rematado por florões "rocaille", ladeados por dois fogaréis. À sua direita fica uma casa de caseiros com primeiro andar, acrescentada posteriormente, e à esquerda a casa nobre. Esta, de planta rectangular, desenvolve-se em dois pisos: o térreo formado por três divisões, uma das quais com chaminé e o andar nobre constituído, igualmente, por três divisões, uma das quais com chaminé e o andar nobre constituído, igualmente, por três salas com comunicações entre si e telhados de "caixotão" de expressivo cunho regional. Contíguo ao segundo portal e do seu lado esquerdo fica um dos mais interessantes trechos desta quinta, o conjunto setecentista de tanque e nora ainda com engenho. A parede do referido tanque, contígua à nora, é mais elevada do que as outras e totalmente decorada com elementos ornamentais de gesso em relevo de gosto idêntico aos portais e que envolvem a saída da água em forma de fonte. Aqui se destacam dois golfinhos policromados, ladeados por duas grandes volutas. Todo este trabalho de gesso faz parte da tradição de um artesanato algarvio com contaminações mais ou menos eruditas que se desenvolvem, pelo menos, desde o século XVI e de que o exemplo mais conhecido será a casa das figuras, já hoje imóvel de interesse público. Junto à referida nora, envolvido por arcaria coesa e em frente do segundo portal, destaca-se uma alameda formada por pilares que se abrem no fim em hexágono. Devem ter sido suporte de caramachão. Trata-se portanto de um a "horta algarvia", em todo o verdadeiro sentido da palavra e, aoi mesmo tempo, uma antiga quinta de lazer e recreio do século XVIII, onde se conseguiu, uma perfeita síntese de valores da cultura local com elementos eruditos cortesãos importados e adaptados.

Imagens

Bibliografia

Título

Faro. Edificações Notáveis

Local

Faro

Data

1995

Autor(es)

LAMEIRA, Francisco

Título

As quintas da Campina de Faro. Elementos para a sua caracterização, Revista Estudos / Património, nº9, pp.109-121

Local

Lisboa

Data

2006

Autor(es)

COSTA, Margarida