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Igreja Paroquial de Soutelinho da Raia e fonte medieval próxima - detalhe

Designação

Designação

Igreja Paroquial de Soutelinho da Raia e fonte medieval próxima

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Paroquial de Soutelinho da Raia / Igreja de Santo António(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Vila Real / Chaves / Calvão e Soutelinho da Raia

Endereço / Local

-- -
Soutelinho da Raia

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 443/2006, DR, II Série, n.º 49, de 9-03-2006 (ver Portaria)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Constituindo um dos seis concelhos da região do 'Alto Tâmega', Chaves testemunha origens muito remotas, conquanto predominem os correspondentes à Idade do Ferro (a exemplo dos povoados fortificados de altura) e do período romano, ao qual remontam diversas tipos construtivos, nomeadamente no que diz respeito ao sistema viário, numa evidência da da localização estratégica da região e da própria fertilidade dos solos, riqueza termal e abundância mineral dos subsolos.
Antiga e imponente Aqua Flaviae romana, pontuada de obras arquitectónicas características de uma urbe da sua importância, Chaves acumulou valências ao longo dos tempos, embora a sua imponência declinasse a partir do século III, mormente com as denominadas "invasões bárbaras", que ditaram a destruição quase total da cidade romana, agravada durante a presença moura, com as intermináveis incursões bélicas e a consequente fuga populacional para as montanhas, até que, já no século XI, D. Afonso III (848-912), o 'Magno', de Castela, a reconquistou, ordenando a sua reconstrução e repovoamento. Chaves, porém, integraria 'Portugal' apenas em 1160.
Este quadro de permanente instabilidade era, contudo, compreensível perante a sua condição fronteiriça, que justificou o levantamento, por ordem de D. Dinis (1261-1325), do extenso sistema defensivo ainda hoje parcialmente visível na cidade, fortalecido no reinado de D. Afonso III (1210-1279), com a doação do principal instrumento de autonomia concelhia - ao mesmo tempo que de incentivo ao repovoamento -, ou seja, o foral, confirmado no reinado de D. Afonso IV (1291-1357) e renovado por D. Manuel I (1469-1521), em 1514. Uma pacificação que permitiu conduzir um crescente número de campanhas de obras, do qual resultou a construção de múltiplos edifícios que renovaram a cidade e lhe reconcederam a voltaram a dotar a monumentalidade há muito perdida e/ou esquecida, ainda que as contendas militares acabassem por devastar pontualmente as suas terras até ao século XIX.
De entre as inúmeras freguesias que compõem, na actualidade, o concelho de Chaves, faz parte Soutelinho da Raia, que, como o próprio nome indica, se situa na zona fronteiriça, entre Portugal e Espanha, caracterizando-se pelos bosques densos e cerrados dos seus limites, integrando um dos caminhos portugueses de peregrinação a Santiago de Compostela.
Povoação de típicas e antigas construções graníticas, Soutelinho da Raia dispõe de alguns monumentos interessantes do ponto de vista, quer histórico, quer artístico. Disto é bem um exemplo a igreja paroquial, edifício consagrado a S.ta Bárbara e erguido entre os séculos XVII e XVIII, inscrevendo-se, por conseguinte, na gramática construtitva e decorativa barroca.
O alçado principal é encimado por nicho com imagem granítica e torre sineira de dupla ventana. No interior, deste robusto templo de pequenas dimensões, de nave única, sobressaem os fragmentos dos frescos que cobririam as paredes (a relembrar a primitiva feição renascentista da igreja), assim como a talha policroma dos altares mor e laterais, como policromado é o seu tecto de madeira.
Associada à classificação da igreja, encontra-se a fonte medieval de cobertura de duas águas que se ergue nas suas proximidades, similar a outras denominadas "fontes de chafurdo" (ou "de mergulho") existentes nesta região do país.
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Imagens

Bibliografia

Título

Vias romanas das regiões de Chaves e Bragança, Revista de Guimarães

Local

Guimarães

Data

1956

Autor(es)

BARRADAS, Lereno Antunes

Título

Guia de Portugal, Trás-os-Montes e Alto Douro, I - Vila Real, Chaves e Barroso

Local

-

Data

-

Autor(es)

-

Título

De Aquae Flaviae a Chaves. Povoamento e organização do território entre a Antiguidade e a Idade Média, Dissertação de Mestrado apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Local

Porto

Data

1996

Autor(es)

TEIXEIRA, Ricardo Jorge Coelho Marques Abrantes

Título

Inventário de sítios com interesse arqueológico do Concelho de Chaves

Local

Chaves

Data

1984

Autor(es)

MARTINS, João Baptista

Título

Os castros do concelho de Chaves

Local

Chaves

Data

1993

Autor(es)

MARTINS, João Baptista

Título

Levantamento Arqueológico do Concelho de Chaves, relatórios anuais de actividades

Local

Chaves

Data

1992

Autor(es)

TEIXEIRA, Ricardo Jorge Coelho Marques Abrantes, AMARAL, Paulo

Título

Visita a Castros nos arredores de Chaves

Local

Chaves

Data

1971

Autor(es)

MONTALVÃO, António

Título

Caminhos portugueses de peregrinação a Santiago - Itinerários portugueses

Local

Galicia

Data

1995

Autor(es)

TÉRRON, Angêles Garcia, PORTUGAL, José

Título

Chaves, Tesouros Artísticos de Portugal

Local

Lisboa

Data

1976

Autor(es)

ALMEIDA, José António Ferreira de