Forte de São Teodósio ou da Cadaveira - detalhe
Designação
Designação
Forte de São Teodósio ou da Cadaveira
Outras Designações / Pesquisas
Forte da Cadaveira / Forte de São Teodósio (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Categoria / Tipologia
Arquitectura Militar / Forte
Inventário Temático
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Localização
Divisão Administrativa
Lisboa / Cascais / Cascais e Estoril
Endereço / Local
Avenida Marginal
São João do Estoril
Proteção
Situação Actual
Classificado
Categoria de Protecção
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público
Cronologia
Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)
Edital de 13-05-1974 da CM de Cascais
Despacho de homologação de 9-04-1974 do Secretário de Estado da Instrução e Cultura
Parecer de 5-04-1974 da 4.ª Subsecção da 2.ª Secção da JNE a propor a classificação como IIP
ZEP
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Zona "non aedificandi"
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Abrangido em ZEP ou ZP
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Abrangido por outra classificação
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Património Mundial
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Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
O Forte de São Teodósio, situado na praia de São João do Estoril, fazia parte do conjunto de fortalezas joaninas edificadas entre 1642 e 1648, cuja disposição visava formar uma linha defensiva entre São Julião da Barra e o Cabo da Roca. Segundo indica uma inscrição colocada no portal da fortaleza, a sua construção iniciou-se em Abril de 1642, concluindo-se no ano seguinte (BARROS, BOIÇA, RAMALHO, 2001, p. 115).
O seu traçado "(...) obedecia ao esquema-tipo das fortificações costeiras então construídas (...)" (Idem, ibidem), apresentando planimetria quadrada, dividida em dois espaços rectangulares, que correspondiam à bateria, com parapeito, e aos alojamentos, sobre o qual se dispunha o terraço. Aqueles dividiam-se em três dependências, sendo a central utilizada como pátio, a partir do qual se acedia aos quartéis e ao paiol, dispostos lateralmente.
A fortaleza era originalmente protegida por uma cortina de trincheiras, e nos finais do século XVII esta linha defensiva foi reforçada com uma cortina exterior. Já no século XVIII foram construídas três guaritas em três dos ângulos do forte (Idem, ibidem).
Embora durante as centúrias seguintes a fortaleza tenha recebido obras de beneficiação, "(...) a construção joanina nunca chegou a ser posta em causa, tendo mantido, sem alterações de vulto, as características estruturais primitivas (...)" (Idem, ibidem).
Depois de ter sido desactivado das suas funções militares em 1843, o Forte de São Teodósio foi cedido à Santa Casa da Misericórdia de Cascais, passando posteriormente para a posse de um particular, e voltando à irmandade em 1897. Em 1942, depois da construção da Marginal, o forte seria cedido à Guarda Fiscal, estando entregue a esta instituição até à actualidade.
Catarina Oliveira
GIF/ IPPAR/ 2006
Bibliografia
Título
As fortificações marítimas da costa de Cascais
Local
Lisboa
Data
2001
Autor(es)
RAMALHO, Maria Margarida Marques, BARROS, Maria de Fátima Rombouts, BOIÇA, Joaquim Manuel Ferreira
