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Edifício dos Banhos de São Paulo - detalhe

Designação

Designação

Edifício dos Banhos de São Paulo

Outras Designações / Pesquisas

Sede da Ordem dos Arquitectos / Edifício dos Banhos de São Paulo / Sede da Ordem dos Arquitetos(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Balneário

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Misericórdia

Endereço / Local

Travessa do Carvalho
Lisboa

Número de Polícia: 21-25

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 28/82, DR, I Série, n.º 47, de 26-02-1982 (ver Decreto)

ZEP

Despacho de 18-10-2011 do diretor do IGESPAR, I.P. a concordar com o parecer e a devolver o processo à DRC de Lisboa e Vale do Tejo para apresentar propostas de ZEP individuais, ou conjuntas nos casos em que tal se justifique
Parecer de 10-10-2011 da SPA do Conselho Nacional de Cultura a propor o arquivamento
Proposta de 22-08-2006 da DR de Lisboa para a ZEP conjunta do Castelo de São Jorge e restos das cercas de Lisboa, Baixa Pombalina e imóveis classificados na sua área envolvente

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Descobrindo-se, em 1826, uma nascente de águas medicinais junto à ala poente da Praça do Comércio, foi em 1850 que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa promoveu a construção do edifício dos Banhos, na freguesia de São Paulo.
Após diversas vicissitudes, foi em1983 que a Junta de Freguesia de São Paulo elegeu o seu interior como espaço recreativo e ginásio infantil, tendo sido 1990 o ano em que a Câmara Municipal de Lisboa cedeu o imóvel à Ordem dos Arquitectos Portugueses, que, entre 1991 e 1994, o adaptou às novas funções, segundo projecto dos Arqtos. Manuel Graça Dias e Egas José Vieira.
Edifício sólido e elegante, tanto na sua simplicidade formal, como na sua obediência a uma sintaxe neoclássica, os Banhos de São Paulo constituem um dos exemplos tardios mais puros desta corrente artística.
De planta rectangular, volume único, paralelepipédico, organizado em torno de um pátio rectangular coberto por clarabóia em estrutura férrea, a fachada principal é composta de dois pisos ritmados verticalmente por pilastras que definem cinco panos de muro desiguais: com três vãos o pano central, os dois extremos, e com dois vãos, os panos de ligação. Todos os vãos têm bandeira semicircular emoldurada a cantaria. O remate da fachada é efectuado por platibanda e frontão triangular recto, encontrando-se revestidas a espelho as superfícies não executadas em cantaria.
A fachada posterior apresenta três registos de quinze vãos rectangulares, com portas e janelas de peito, aos quais segue o friso de cantaria e platibanda em mosaico cerâmico.
Ao nível da cobertura observa-se o volume cúbico do antigo depósito de água, bem como a alta chaminé cilíndrica das caldeiras, construídas em tijolo.
O alçado lateral Oeste encontra-se revestido integralmente por mosaico cerâmico, com decoração abstracta, tendo-lhe sido adossada uma escada de emergência, em estrutura de aço.
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

Um Lugar na Cidade - Quotidiano, Memória e Representação no Bairro da Bica

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

CORDEIRO, Graça Indias

Título

Freguesia de São Paulo

Local

Lisboa

Data

1993

Autor(es)

CORDEIRO, Graça Indias, GARCIA, Joaquim