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Igreja de Nossa Senhora da Assunção, Matriz de Minde - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Nossa Senhora da Assunção, Matriz de Minde

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Matriz de Minde / Igreja Paroquial de Minde / Igreja de Nossa Senhora da Assunção(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Santarém / Alcanena / Minde

Endereço / Local

Largo da Igreja
Minde

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 2/96, DR, I Série-B, n.º 56, de 6-03-1996 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Dedicada a Nossa Senhora da Assunção, a igreja matriz de Minde foi restaurada em 1648 conforme indica a inscrição no frontão que coroa a fachada. Não se conhece o ano da sua edificação, mas somente as diversas campanhas de que foi objecto a partir de meados do século XVII, pois grande parte destas intervenções encontra-se datada em diferentes elementos do templo.
O ano que surge a seguir a 1648 é o de 1704, no portal da fachada lateral Norte indicando, muito possivelmente, a sua construção. Já sobre o portal principal figura em caracteres romanos o ano de 1732. Entre a realização dos dois portais, há registos de uma campanha de talha dourada, em 1723, responsável pela colocação dos retábulos e dos azulejos da capela-mor, estes últimos, em azul e branco representando o Nascimento de Cristo, a Adoração dos Magos e Pastores, a Visitação e a Anunciação.
A fachada principal é delimitada por pilastras, coroadas por pináculos, com a torre sineira à direita, num plano ligeiramente recuado. Ao centro, abre-se o portal de linguagem clássica, ladeado por pilastras caneladas e coroadas por pináculos, estes já sobre o entablamento. A janela do coro, de linhas rectas, encontra-se entre o portal e à base do amplo frontão contracurvado que coroa o alçado, e que denuncia, tal como o portal lateral de 1704 ou a sineira, um dinamismo mais próximo do barroco.
No interior, a nave exibe duas capelas e dois altares colaterais, com retábulos de talha dourada, apresentando tecto de madeira e coro alto assente sobre colunas de cantaria. A área dos altares, elevada em relação ao pavimento da nave e protegida por balaustrada, é revestida por azulejos seiscentistas de padrão polícromo e outros figurativos mais recentes. Na capela-mor, e para além do revestimento cerâmico já referido, importa destacar a pintura de quadratura da abóbada e o retábulo de estilo nacional.
(RC)

Imagens