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Cerca do Convento de Cristo - detalhe

Designação

Designação

Cerca do Convento de Cristo

Outras Designações / Pesquisas

Mata Nacional dos Sete Montes / Jardins e mata da Cerca do Convento de Cristo / Mata Nacional dos Sete Montes(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Cerca

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Santarém / Tomar / Tomar (São João Baptista) e Santa Maria dos Olivais

Endereço / Local

Mata dos Sete Montes
Tomar

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 28 536, DG, I Série, n.º 66, de 22-03-1938 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

As primeiras notícias documentais que referem os espaços vedes circundantes ao Convento de Cristo datam de 1490, quando o desembargador Pedro Álvares Seco descreveu num documento a área dos designados Paços Antigos como tendo um jardim, um terreiro e um laranjal.
No entanto, só no século XVI o espaço da cerca, que originalmente correspondia às muralhas do castelo templário de Tomar, foi organizado. Durante o reinado de D. João III, Frei António de Lisboa ficou encarregue de dirigir a reforma religiosa que o rei pretendia encetar no cenóbio tomarense. Uma das medidas práticas do reformador foi comprar todas as propriedades que envolviam o espaço conventual, nomeadamente olivais, matas, vales e terras agrícolas que constituíam o chamado Cerco da Riba Fria.
Desta forma, o Convento de Cristo passou a dispor de um espaço verde fechado de grandes dimensões, que permitia a clausura e fixação dos monges no local, através de um lugar que permitia o recolhimento e a oração em comunhão com a natureza, bem como a exploração agrícola do espaço por parte da comunidade conventual.
A partir de então, este espaço fico conhecido como "Olivais dos Sete Montes" e no seu perímetro foi edificado nos finais do século XVI um aqueduto que permitiu o abastecimento do convento e a planificação de sistemas de rega para o espaço agrícola.
Depois da extinção das Ordens Religiosas, as propriedades da Ordem de Cristo foram vendidas em hasta pública, constando entre elas a Cerca do Convento de Cristo, adquirida em 1838 por António Costa Cabral. No ano de 1936 o 3º Conde de Tomar, seu neto, colocou o convento e a cerca à venda, tendo estes sido adquiridos pelo Estado.
Em 1938 o espaço da cerca foi transformado em parque florestal, e em 1986 foi integrado no Serviço Nacional de Parques, Reservas e Conservação da Natureza, passando a partir de então a ser designado como Mata dos Sete Montes.
No espaço da Cerca do Convento de Cristo destaca-se o facto de a planimetria e estrutura quinhentista original se manter intacta, pelo que é possível reconstituir o carácter intimista e de recolhimento do local. Persistem também alguns elementos arquitectónicos dos séculos XVI e XVII que orientavam a disposição original da rede de rega.
De entre as edificações existentes no interior da cerca, a de maior interesse é sem dúvida a Charolinha, uma casa de fresco edificada como uma "(...) fábrica bramantina no centro de um lago, com a sua cúpula rodeada de pilastras jónicas (...)" (FRANÇA, 1994, p. 73), e que se assemelha a um tempietto . Catarina Oliveira
IPPAR/2006

Imagens

Bibliografia

Título

História de Tomar

Local

Tomar

Data

1982

Autor(es)

ROSA, Amorim

Título

Cerca do Convento de Cristo e Mata dos Sete Montes

Local

Tomar

Data

1998

Autor(es)

BARBOSA, Álvaro, GRAÇA, Isabel, MATEUS, João

Título

Tomar

Local

Lisboa

Data

1994

Autor(es)

FRANÇA, José-Augusto