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Povoado castrejo de Álvora - detalhe

Designação

Designação

Povoado castrejo de Álvora

Outras Designações / Pesquisas

Povoado castrejo de Alvora / Povoado castrejo de Álvora(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Povoado

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viana do Castelo / Arcos de Valdevez / Alvora e Loureda

Endereço / Local

- -
Alvora

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 29/90, DR, I Série, n.º 163, de 17-07-1990 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Os dados bibliográficos coligidos até ao momento permitem afirmar que a primeira indicação sobre a presença de um povoado fortificado no topo de um maciço granítico com quase trezentos metros de altura, sobranceiro ao vale de Vez, reporta-se aos primeiros anos da década de noventa do século XIX, numa altura em que a temática castreja ganhava grande popularidade entre os investigadores locais, inspirados que estariam nas primeiras explorações de carácter sistemático conduzidas pelo conhecido estudioso vimarenense, Francisco Martins de G. M. Sarmento (1833-1899), que tanto se embrenhou nas questões da celticidade e pré-celticidade dos seus testemunhos.
Com efeito, foi graças à iniciativa do "correspondente efectivo" da (então ainda) Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portuguezes, Félix Alves Pereira (?-1915), que o "Povoado castrejo de Alvora" foi identificado e preservado mediante a sua classificação como "monumento nacional", integrando, desde logo, a primeira grande lista de classificações decretada em 1910 com base nos pareceres emitidos pelo Conselho Superior de Monumentos Nacionaes, o que revelava bem a importância da qual se iam revestindo os estudos arqueológicos entre nós, mesmo que tardiamente, quando os comparamos ao cenário europeu que predominava nas principais capitais europeias de então.
Inicialmente erguido no Bronze Final, a maior parte dos vestígios visíveis reporta-se ao segundo nível de ocupação do sítio, correspondente à Idade do Ferro, da qual data o complexo sistema defensivo que o dotava.
Aproveitando, como sucede noutros povoados congéneres do Noroeste peninsular, as condições naturais de defesa proporcionadas pelo próprio terreno em que se encontra implantado, estabeleceu-se uma malha defensável constituída, basicamente, por uma muralha intercalada por duas escarpas (algumas superfícies das quais exibindo "fossetes") e um socalco. E, tal como ocorre noutros arqueossítios da mesma tipologia, é no topo da zona delimitada pelo recinto muralhado que se reconheceu a presença de estruturas domésticas de planta predominantemente circular. Não obstante as múltiplas explorações clandestinas a que foi sujeito durante largo tempo o seu perímetro, certamente em busca de "tesouros" escondidos, ainda foi possível recolher algum material datável destes dois primeiros momentos, dos quais constam alguns líticos, artefactos metálicos e, sobretudo, abundantes fragmentos de cerâmica.
Também neste povoado se exumaram materiais que comprovam a ocorrência de uma terceira ocupação, já durante o período de ocupação romana do actual território português, ainda que a sua localização não fosse propriamente privilegiada em termos de domínio visual sobre a paisagem envolvente. Esta terceira conjuntura encontra-se bem documentada por fragmentos de cerâmica fina e de numerosos exemplares numismáticos, embora não sejam abundantes os vestígios de material de construção romano, bastante presentes noutros povoados de altura da região, como tegulae e imbrices, dada, possivelmente, as dimensões, algo limitadas, do povoado, quando equiparado a outros da mesma região.
[AMartins]

Bibliografia

Título

A Cultura Castreja no Noroeste de Portugal

Local

Paços de Ferreira

Data

1986

Autor(es)

SILVA, Armando Coelho Ferreira da

Título

Adenda à notícia explicativa da Carta Geológica de Portugal, folha 1-D (Arcos de Valdevez), Terra de Val de Vez

Local

Arcos de Valdevez

Data

1986

Autor(es)

BAPTISTA, António Martinho

Título

O molde de foice de talão do Castro de Álvora, Cadernos de Arqueologia

Local

Braga

Data

1988

Autor(es)

BETTENCOURT, Ana Maria dos Santos

Título

O castro de Alvora (subsídios para o seu estudo), Cadernos Vianenses

Local

Viana do Castelo

Data

1979

Autor(es)

GOMES, Carlos de Aguiar

Título

Uma fíbula do Castro de Álvora (Arcos de Valdevez), Actas do 6º Colóquio Portuense de Arqueologia

Local

Porto

Data

1987

Autor(es)

PONTE, Salete da

Título

Justificação de um cadastro de monumentos arqueológicos para o estudo da Arqueologia do Alto Minho, Anuário do Distrito de Viana do Castelo

Local

Viana do Castelo

Data

1932

Autor(es)

VIANA, Abel

Título

O castro de Álvora III - (subsídio para o seu estudo), Terra de Val de Vez

Local

Arcos de Valdevez

Data

1981

Autor(es)

GOMES, Carlos de Aguiar

Título

O castro de Álvora II (subsídios para o seu estudo), Terra de Val de Vez

Local

Arcos de Valdevez

Data

1980

Autor(es)

GOMES, Carlos de Aguiar

Título

Rascunho de velharias de Entre Lima e Minho, O Arqueólogo Português

Local

Lisboa

Data

1924

Autor(es)

PEREIRA, Félix Alves

Título

Aspectos da Cultura Castreja no Alto Minho, Sep. Rev. Caminiana

Local

Caminha

Data

1980

Autor(es)

ALVES, Lourenço