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Quinta de Manique, ou Quinta do Marquês das Minas - detalhe

Designação

Designação

Quinta de Manique, ou Quinta do Marquês das Minas

Outras Designações / Pesquisas

Palácio de Manique / Casa da Quinta de Manique / Palácio de Manique / Casa da Quinta do Marquês das Minas(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Quinta

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Cascais / Alcabideche

Endereço / Local

EN 247 (vulgo Estrada de Manique)
Manique de Baixo

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como CIP - Conjunto de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 266/2010, DR, 2.ª Série, n.º 73, de 15-04-2010 (sem restrições) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 3-09-2009 do Ministro da Cultura
Despacho de concordância de 8-11-2007 do diretor-geral da DGPC
Parecer favorável de 31-10-2007 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 17-08-2007 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a classificação como IIP
Edital n.º 227/07 de 8-05-2007 da CM de Cascais
Edital 196/2004 de 12-02-2004 da CM de Cascais
Despacho de abertura de 16-07-2003 da vice-presidente do IPPAR
Proposta de 12-07-2003 da DR de Lisboa para a abertura de procedimento de classificação da Quinta de Manique, ou Quinta do Marquês das Minas
Proposta de 9-12-1981 da CM de Cascais para a classificação do Palácio de Manique como VC

ZEP

Portaria n.º 266/2010, DR, 2.ª Série, n.º 73, de 15-04-2010 (sem restrições) (ver Portaria)
Edital n.º 227/07 de 8-05-2007 da CM de Cascais
Despacho de homologação de 26-02-2007 da Ministra da Cultura
Parecer favorável de 28-06-2006 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 6-07-2005 da DR de Lisboa

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Conhecem-se poucas referências históricas relativas à Quinta de Manique, embora seja commumente referido que a propriedade pertencia, no século XVII, ao marquês de Minas. O núcleo mais antigo da casa deverá, efectivamente, reportar-se a esta centúria, incluindo-se aqui a capela e a cozinha. A ala restante é posterior. Nos interiores do imóvel, e nos jardins que o envolvem, ganha especial importância o vastíssimo conjunto de painéis de azulejo que incluem os revestimentos tipo "tapete", com padronagem seiscentista, as composições figurativas de cerca de 1740 e, por último, alguns exemplares polícromos de linguagem já rococó. Muito embora estes não possam datar com precisão as diversas fases construtivas de que o edifício foi objecto, permitem-nos, com relativa segurança, determinar uma série de campanhas decorativas.
Apesar de ligada à casa de habitação, a capela destaca-se por ter uma entrada independente, aberta para a via pública. A sua fachada encontra-se adossada ao muro da quinta, elevando-se através das duas torres sineiras com cúpulas semi-esféricas.
A galilé do primeiro registo é formada por três arcos, a que se sobrepõe, no registo seguinte, um balcão com balaustrada. A janela do coro, ao centro, é ladeada por nichos, figurando, entre estes vãos, dois painéis de azulejo representando passos da Paixão de Cristo. A composição é azul e branca, mas a moldura, sinuosa e com o motivo de asa de cesto característico do rococó, é já polícroma. Deverá ser o conjunto azulejar mais tardio. No interior, a nave e a capela-mor são cobertas por abóbada de berço. Os panos murários são revestidos, até à sanca, por azulejaria seiscentista dividida em dois padrões distintos. Na capela-mor destaca-se o retábulo, com colunas torsas, de mármore, mais tardio em relação ao restante equipamento decorativo.
No que diz respeito à casa, desenvolve-se em planta em forma de U, com alçados bastante austeros. Pautam-se por uma grande linearidade, embora alguns permitam um efeito de maior impacto, como acontece na fachada diante da qual se desenvolve o lago rectangular e, no pano seguinte, os jardins.
Nos interiores, a cozinha denuncia a sua maior antiguidade pelo revestimento azulejar, de época idêntica ao da capela, articulando diferentes padrões que cobrem as paredes e integram todos os vãos e outros pormenores arquitectónicos. Nas restantes salas, encontramos painéis de azulejo azul e branco, de cerca de 1740, com composições campestres ou cenas de caça. Os tectos em caixotões exibem composições geométricas, octogonais e triangulares, acompanhando a sanca e inscrevendo no mesmo desenho o mobiliário integrado, como acontece na sala de jantar.
Uma última referência aos jardins, entendidos como espaços a serem vividos e fruídos, beneficiando, como tal, de um vasto equipamento, onde se incluem pequenas fontes e bancos, ganhando especial interesse, neste caso, a fonte monumental.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Quintas e palácios nos arredores de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

STOOP, Anne de

Título

Azulejaria em Portugal no século XVIII

Local

Lisboa

Data

1979

Autor(es)

SIMÕES, J. M. dos Santos

Título

Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

ATAÍDE, M. Maia

Título

Azulejaria em Portugal no século XVII

Local

Lisboa

Data

1971

Autor(es)

SIMÕES, J. M. dos Santos

Título

Cozinhas. Espaço e Arquitectura

Local

Lisboa

Data

2006

Autor(es)

PEREIRA, Ana Marques