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Igreja de São Brás - detalhe

Designação

Designação

Igreja de São Brás

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Matriz da Romeira
Capela de São Brás / Igreja Paroquial da Romeira / Igreja de São Brás(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Santarém / Santarém / Romeira e Várzea

Endereço / Local

Estrada Nacional 362 - Casais de São Brás
Romeira

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Edital N.º 87/2006 de 27-07-2006 da CM de Santarém (publicitou o despacho de revogação)
Em 2-06-2006 foi dado conhecimento do despacho à CM de Santarém, informando que de acordo com o artigo 94.º, n.os 1 e 5, da Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro, o imóvel não pode ser classificado como de IM
Despacho de 12-05-2006 da vice-presidente do IPPAR a determinar a revogação do despacho de abertura de 14-02-2002, por o imóvel não ter valor cultural de âmbito nacional
Proposta de Edital N.º 224/2002 de 26-11-2002 da CM de Santarém
Despacho de abertura de 14-02-2002 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 6-08-1997 da DR de Lisboa para a abertura da instrução de processo de classificação
Proposta de classificação de 5-02-1992 da CM de Santarém

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Templo quinhentista, de implantação isolada, localizado no cimo de uma colina, no limite da povoação da Romeira. Este facto, bem como a invocação de São Brás, intercessor pelos leprosos e outros doentes contagiosos, permitem imaginar que o edifício terá sido erguido no local de uma construção preexistente, talvez uma das pequenas gafarias (por vezes, em madeira) que se erguiam extra-vilas aquando das epidemias. O templo actual será de factura quinhentista, embora os principais elementos decorativos datem de finais do século XVII e início do XVIII.
No exterior, destaca-se sobretudo a galilé da fachada principal (antecedendo o portal, de verga recta, e cobrindo quase por inteiro o registo térreo), com telhado de duas águas sobre grossos pilares de cantaria e sobre colunas, estas assentes no murete que a delimita. No pavimento da galilé encontra-se a lápide funerária de Pedro Moniz de Albuquerque, falecido em 1845 e comendador da Ordem de Cristo, decorada com cruz do Templo, e sobre esta rasga-se uma janelinha quadrangular para iluminação da nave, e sobre esta levanta-se imediatamente a empena, rematada por cruz latina. À direita da fachada levanta-se uma maciça torre sineira com relógio, abobadada em vela, e coroada por quatro pináculos de desenho maneirista. No interior da igreja, em nave única, o revestimento azulejar unificado em azul e amarelo e os altares em talha dourada, já setecentistas e oitocentistas, contrastam com a simplicidade dos alçados externos, caiados. O púlpito quadrado, em mármore, conserva a data de 1673, e a sua perfeita integração nos painéis de azulejos prova que a sua colocação foi uma empreitada conjunta. Algum tempo mais tarde, e em sucessivas campanhas de obras, das quais uma datará de 1697, conforme a data epigrafada no portal, a capela-mor foi por sua vez revestida a azulejo azul e branco, e foram executados os retábulos de talha do altar-mor e colaterais. Ainda merece particular menção a pia baptismal em mármore junto ao púlpito, inserida num nicho rematado com um friso de azulejos, singela bacia com inscrição alusiva ao seu ofertante, "Jorge Pires, Mordomo da Mesa", e ano de 1553, permitindo uma aproximação à data na qual o templo terá sido terminado.
O orago da igreja, que é matriz da freguesia de Romeira, encontra-se em estátua no altar-mor, e ainda figurado nas abóbadas pintadas da capela-mor e da nave, onde se desenrolam episódios da sua vida. SML

Imagens