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Capela de São Sebastião, incluindo o património móvel integrado - detalhe

Designação

Designação

Capela de São Sebastião, incluindo o património móvel integrado

Outras Designações / Pesquisas

Ermida de São Sebastião / Capela de São Sebastião(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Capela

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Mafra / Ericeira

Endereço / Local

Largo de São Sebastião
Ericeira

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 9/2018, DR, 2.ª série, n.º 2, de 3-01-2018 (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 20-11-2017 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 144/2017, DR, 2.ª série, n.º 159, de 18-08-2017 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 22-06-2017 da diretora-geral da DGPC
Proposta de 21-06-2017 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para alteração da designação para Capela de São Sebastião, incluindo o património móvel integrado
Despacho de concordância de 21-03-2017 da diretora-geral da DGPC
Parecer favorável de 22-02-2017 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Despacho de concordância de 13-04-2016 da diretora-geral da DGPC
Proposta de 8-04-2016 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para a classificação como MIP da Capela de São Sebastião, incluindo o património integrado
Anúncio n.º 88/2013, DR, 2.ª série, n.º 45, de 5-03-2013 (ver Anúncio)
Procedimento (indevidamente) prorrogado até 31-12-2011 pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 3-05-2010 do director do IGESPAR, I.P.
Proposta de abertura de 19-04-2010 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo
Em 22-10-2009 o director do IGESPAR, I.P. solicitou à DRC de Lisboa e Vale do Tejo a formalização de proposta
Informação favorável de 22-12-1981 de técnico do IPPC
Proposta de classificação de 24-02-1981 da CM de Mafra

ZEP

Portaria n.º 9/2018, DR, 2.ª série, n.º 2, de 3-01-2018 (com restrições) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 20-11-2017 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 144/2017, DR, 2.ª série, n.º 159, de 18-08-2017 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 21-03-2017 da diretora-geral da DGPC
Parecer favorável de 22-02-2017 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Despacho de concordância de 13-04-2016 da diretora-geral da DGPC
Proposta de 8-04-2016 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC

Zona "non aedificandi"

Portaria n.º 9/2018, DR, 2.ª série, n.º 2, de 3-01-2018

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A capela de São Sebastião, no núcleo antigo da vila da Ericeira, será o resultado da reconstrução setecentista de um pequeno templo anterior, cuja cronologia alguns autores fazem remontar ao século XIII. Não existindo provas desta antiguidade, é, pelo menos, garantido que a capelinha existia na segunda metade do século XVI, uma vez que em 1567 o pescador local Gonçalo Dias pede licença para que se construa aí um altar destinado à celebração da missa. Cerca de um século mais tarde, em 1678, o edifício estava em adiantado estado de ruína e o arcebispo de Lisboa concede licença para a sua reedificação à Confraria de São Sebastião.
O imóvel então construído, com volumetria certamente semelhante à da capela preexistente, foi mais tarde acrescentado na cabeceira de um corpo levantado no século XX e destinado a dependências de serviço e à sacristia, que oculta as três faces posteriores da planta hexagonal. A frontaria, voltada na direção do aglomerado urbano, é rasgada apenas por portal de verga reta, com moldura, friso e cornija em cantaria. As fachadas, cegas à exceção do portal principal e de um outro semelhante, a oeste, são rematadas por uma cornija de cantaria muito saliente. Sobre a cabeceira ergue-se a sineira, terminada em arco de volta perfeita.
O interior, onde se revela a planta hexagonal não visível nos alçados exteriores, é totalmente forrado a azulejos de padrão seiscentistas em azul e amarelo, com barras em tapete, que invadem também as coberturas. Típico do século XVII é o contraste entre a riqueza ornamental deste interior marcado pelo brilho e pelas cores intensas dos azulejos, onde se destaca ainda o elegante retábulo-mor em mármore e embrechados de calcário multicolor, e a austera simplicidade do exterior caiado.
Sílvia Leite / DIDA - IGESPAR, IP / 2012

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