Saltar para o conteúdo principal da página

Igreja de Santa Eufémia - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Santa Eufémia

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de Santa Eufémia (Duas Igrejas) / Igreja Paroquial de Duas Igrejas / Igreja de Santa Eufémia / Igreja de Nossa Senhora do Monte (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Bragança / Miranda do Douro / Duas Igrejas

Endereço / Local

- -
Duas Igrejas

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação (Homologado como IIP -...

Cronologia

Despacho de homologação de 29-05-2003 do Ministro da Cultura
Despacho de abertura de 20-06-2002

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Implantado no centro da povoação de Duas Igrejas, este templo dedicado a Santa Eufémia impõe-se na malha urbana não apenas pelas suas dimensões mas também pelo isolamento do largo em que se insere. Este, inclui, a Norte, o cruzeiro e a torre relógio, e, do lado oposto, um terreiro cujos degraus acompanham o declive da rua.
A fachada do templo, em cantaria, com portal de volta perfeita, termina em empena escalonada onde se abrem duas sineiras. No alçado lateral observa-se outro portal de volta perfeita. A igreja desenvolve-se em planta longitudinal, com nave única, capela-mor e sacristia do lado do Evangelho.
Muito embora se acredite que a edificação do templo remonte ao século XVI, são poucos os dados que se conhecem sobre as suas campanhas arquitectónicas. É possível que tenha sido objecto de intervenções nas centúrias seguintes, o que aconteceu pelo menos a nível decorativo. Na verdade, as Visitações do século XVIII permitem concluir que, de uma forma geral, a igreja respeitava as imposições dos visitadores que apenas ordenavam a realização de trabalhos pontuais (cf. Processo de Classificação, IPPAR/DRP). A única excepção diz respeito ao retábulo-mor, certamente encomendado antes de 1724 mas só concluído e aplicado depois desta data, conforme se depreende da Visitação ocorrida nesse mesmo ano. O seu traçado deveria ser parecido com o dos retábulos colaterais, inscrevendo-se no denominado estilo nacional. Apresenta fortes semelhanças com os retábulos de Nossa Senhora da Piedade da Sé de Miranda e com o retábulo-mor da igreja de Vimioso (MOURINHO, 1984).
O mais importante elemento desta igreja são as pinturas murais do seu interior (capela-mor e nave junto à capela do Senhor dos Passos), executadas na primeira metade do século XVI e que originaram o presente processo de classificação.
(RC)

Bibliografia

Título

A talha nos concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso nos séculos XVII e XVIII

Local

Miranda do Douro

Data

1984

Autor(es)

MOURINHO JÚNIOR, António Rodrigues