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Convento e Igreja de Nossa Senhora do Carmo - detalhe

Designação

Designação

Convento e Igreja de Nossa Senhora do Carmo

Outras Designações / Pesquisas

Igreja e Convento de Nossa Senhora do Carmo(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Faro / Tavira / Tavira (Santa Maria e Santiago)

Endereço / Local

Largo do Carmo
Tavira

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 722/2012, DR, 2.ª série, n.º 237, de 7-12-2012 (ver Portaria)
Procedimento (indevidamente) prorrogado até 31-12-2011 pela Declaração de rectificação n.º 467/2011, DR, 2.ª série, n.º 39, de 24 de Fevereiro (ver Declaração)
Despacho de homologação de 23-05-2003 do Minsitro da Cultura
Parecer de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP
Proposta de 13-12-2002 da DR de Faro para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 15-05-2002 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 9-07-2001 da DR de Faro para a abertura do processo de instrução da classificação do Convento e Igreja do Carmo
Nova proposta de 8-03-2001 da CM de Tavira, para a classificação da Igreja da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo de Tavira
Proposta de 28-11-1983 da CM de Tavira para a classificação do Convento e Igreja do Carmo

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A Igreja e o Convento de Nossa Senhora do Carmo em Tavira, constituem um conjunto notável, erguido a partir dos meados do século XVIII, e que reflecte a conjugação de vontades de uma rica Irmandade local, onde se encontravam representados membros da comunidade com poder ao nível da economia e indústria locais.
Estruturalmente, o corpo da Igreja é um edifício de uma só nave separada do altar-mor por um arco triunfal. O portal principal da Igreja situa-se ao fundo da nave e comunica com o convento, que lhe fica anexo. O outro portal localiza-se no lado sul do transepto e é por ele que os fiéis acedem ao templo. Na sua frente fica o Terreiro do Carmo.
Ao longo da nave única distribuem-se seis capelas laterais: a primeira, do lado do Evangelho, é dedicada a Santo Elias - fundador da Ordem Carmelita masculina; à sua fente fica o retábulo da capela dedicada a Santa Teresa de Ávila; seguem-se-lhes, fronteiros um ao outro os retábulos gémeos de Santo Alberto e de Santa Efigénia, respectivamente do lado do Evangelho e do lado da Epístola. Por fim e junto à porta, situam-se os retábulos de Santo António e de Nossa Senhora da Conceição.
Os dois retábulos colaterais ao arco triunfal são da invocação do Senhor dos Passos e de Nossa Senhora das Angústias. Na capela - mor, destaca-se o conjunto retabular principal, bem como a pintura do forro da abóbada com arquitectura fingida e a tela central com a representação de Nossa Senhora do Carmo, a entregar o escapulário a São Simão Stock, da autoria do pintor José Ferreira da Rocha. É igualmente notável a qualidade pictórica de um conjunto de quatro grandes telas emolduradas existentes nas paredes laterais da capela-mor, atribuídas ao pintor louletano Joaquim José Rasquinho, onde se retratam milagres do carmelita Santo Elias.
Dadas as vicissitudes por que o país então passou, as obras do Convento demoraram-se muito mais do que as da Igreja, que viu a sua decoração interior começar ainda no terceiro quartel do século XVIII. Ali, constatamos que aos esplendores joaninos, sucederam as elegâncias francesas do rococó de D.José, que receberam, na talha portuguesa, a mais brilhante projecção, dentro porém, de velhos moldes tradicionalmente nacionais. De realçar também, é a pintura em perspectiva ilusionista que decora o tecto da capela-mor, da autoria do pintor José Ferreira da Rocha e que constitui um raro exemplar da estética Rococó da Região do Algarve, chegado aos nossos dias. Para além da qualidade estética da decoração do interior da Igreja, há que salientar que ela é produzida por artistas algarvios, tanto no que se refere à realização dos retábulos como ao seu douramento, sendo esta despesa custeada, nalguns casos, por devotos tavirenses.
No domínio da imaginária, destaca-se a representação da Virgem Maria. Esta é, aliás, a representação escultórica mais frequente na região algarvia, na segunda metade do século XVIII, conhecendo-se mais de centene e meia de exemplares em toda a região, maioritariamente em madeira.
No caso presente, trata-se de uma imagem que adopta o formulário rococó, integrando-se no modelo tipológico usado na representação da Virgem: em idade adulta, jovial, com os braços sobre o peito, as vestes dinâmicas. No rosto, uma expressão de grande serenidade. Aos seus pés e sobre um embasamento volumoso, algumas cabeças de serafins compõem o conjunto.
MF

Imagens