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Aldeia de Moncarapacho - detalhe

Designação

Designação

Aldeia de Moncarapacho

Outras Designações / Pesquisas

Povoação de Moncarapacho / Aldeia de Moncarapacho (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Mista / Conjunto

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Faro / Olhão / Moncarapacho e Fuseta

Endereço / Local

- -
Aldeia de Moncarapacho

Proteção

Situação Actual

Procedimento caducado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)
Despacho de 4-05-1982

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Embora a povoação de Moncarapacho se tenha estabelecido como freguesia apenas na segunda metade do século XV, a região onde se encontra implantada esta pequena vila apresenta vestígios de ocupação humana desde o período neolítico. Nas centúrias posteriores, foi sucessivamente habitada, havendo indícios da existência de povoados romanos, visigodos e árabes.
O primeiro documento oficial que refere a povoação de Moncarapacho data de 1368, ano em que o rei D. Fernando "(...) deu de aforamento a João Afonso e todos os seus sucessores uma vinha e figueiras que tinha em Tavira, "em o logo que chamam Moncarapacho" (...)" (Câmara Municipal de Olhão, 1971).
A primitiva igreja de Moncarapacho foi edificada na primeira metade do século XV, havendo um contrato datado de Outubro de 1453 que autorizava os habitantes da povoação a terem capelão, embora dependessem da freguesia de Santiago de Tavira (Idem, ibidem); este acordo indicia a existência do templo, possivelmente uma estrutura gótica, da qual restam apenas alguns vestígios.
Apenas em 1471 D. João de Melo, bispo do Algarve, separou Moncarapacho de Santiago de Tavira (Idem, ibidem), autonomizando a povoação e elevando-a a sede de freguesia.
Durante o último quartel do século XV e todo o século XVI, Moncarapacho conheceu um grande desenvolvimento populacional, motivado em parte pelo estabelecimento de "famílias nobres" que haviam integrado a empresa dos Descobrimentos no Norte de África. Tal crescimento originou, grosso modo , uma nova estrutura urbana, que a vila mantém até aos dias de hoje.
Este conjunto, que se desenvolveu em torno da igreja matriz, é constituído por casas de dois pisos, de linhas sóbrias, e alguns palacetes, também estes de dois registos.
Nesta época de crescimento o templo principal da vila, dedicado a Nossa Senhora da Graça, foi reformado, destacando-se o portal em estrutura retabular, da autoria de André Pilarte, com evidentes influências platerescas e nórdicas, onde foi esculpido um curioso Ecce Homo (SERRÃO, 2002, p. 64).
Foi também em meados do século XVI que se fundou a Misericórdia de Moncarapacho, cujo templo alberga um retábulo maneirista, com um conjunto de seis telas, figurando cenas da vida de Cristo, executadas cerca de 1600 e atribuídas ao mestre de Tavira Bonaventura de Reis (Idem, ibidem, p. 254).
São ainda de referir a Capela de Santo Cristo, anexa ao qual foi estabelecido o Museu Paroquial, templo que durante os séculos XVII e XVIII foi local de grandes romagens provenientes de todo o país e até de Espanha (Câmara Municipal de Olhão, 1971), e as capelas de São Sebastião, edificada em meados do século XVI (Idem, ibidem), São Miguel, Nossa Senhora da Conceição, e Nossa Senhora do Pé da Cruz, que possui uma imagem esculpida pela escola de Machado de Castro (Idem, ibidem).
Catarina Oliveira
GIF/IPPAR/2 de Março de 2007

Bibliografia

Título

História da Arte em Portugal - o Renascimento e o Maneirismo

Local

Lisboa

Data

2002

Autor(es)

SERRÃO, Vítor

Título

Moncarapacho

Local

Olhão

Data

1971

Autor(es)

Câmara Municipal de Olhão