Saltar para o conteúdo principal da página

Anta da Pedra de Anta ou Anta da Malhada Sorda - detalhe

Designação

Designação

Anta da Pedra de Anta ou Anta da Malhada Sorda

Outras Designações / Pesquisas

Casal da Pedra de Anta
Casais da Pedra de Anta / Anta da Pedra de Anta(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Anta

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Guarda / Almeida / Malhada Sorda

Endereço / Local

Quinta do Caroça ou Quinta das Gatas
Casais da Pedra d'Anta

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como SIP - Sítio de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 768/2015, DR, 2.ª série, n.º 197, de 8-10-2015 (ver Portaria)
Edital de 25-06-2003 da CM de Almeida
Despacho de homologação de 23-03-2000 da Secretária de Estado da Cultura
Parecer de 22-11-1999 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP
Edital de 26-02-1998 da CM de Almeida
Novo despacho de abertura de 10-02-1998 do vice-presidente do IPPAR
Nova proposta de classificação de 4-02-1998 da DR de Coimbra do IPPAR
Despacho de abertura de 8-05-1997 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 7-05-1997 do IPPAR

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Erguido durante o Neo-calcolítico desta região do actual território português, sobranceiro à rib.ª de Tourões, o exemplar megalítico designado por "Anta da Pedra de Anta" ostenta na actualidade apenas três dos esteios graníticos (um dos quais tombado), com altura máxima de aproximadamente dois metros e meio, que comporiam na origem a respectiva câmara funerária, todos aparentemente in situ, assim como a primitiva laje de cobertura - ou "chapéu".
Não foram, contudo, identificados até ao momento vestígios da existência de corredor, e escassos atribuíveis à mamoa - ou tumulus - que cobriria todo o monumento no terminus da sua construção. É, no entanto, possível que esta aparente ausência decorresse sobretudo da exploração do volfrâmio em tempos levada a cabo na zona, conquanto os remeximentos observados no terreno imediatamente adjacente à estação arqueológica aparentem ser mais recentes.
É possível, no entanto, que a inexistência de componentes originais deste sítio derive de uma prática registada em todos os tempos e lugares. Com efeito, destituídos do valor, significado e utilização que lhes fora impresso nos primórdios, as populações locais acabariam por utilizar, total ou parcialmente, os materiais constituintes destas edificações (quase todas) tão enigmáticas quanto antigas, integrando-os em estruturas mais consentâneas às novas exigências quotidianas. O que parece ter, de facto, ocorrido neste caso, a julgar pelas pedras similares, tanto em tamanho, como em forma, aos esteios arrolados, identificados entre os empregues na construção de três habitações situadas na imediação do monumento.
Independentemente destas questões, a maior singularidade deste sítio residirá, antes de mais, na existência de motivos gravados na superfície da parte superior direita de um dos esteios, onde predominam os elementos reticulados e alguns círculos, conquanto não fosse comum decorar-se exteriormente os monumentos funerários megalíticos, razão pela qual se questionará a sua contemporaneidade relativamente a todo o conjunto.
[AMartins]

Imagens