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Estação arqueológica do Lago - detalhe

Designação

Designação

Estação arqueológica do Lago

Outras Designações / Pesquisas

Povoado do Lago / Estação arqueológica de Lago (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / (Ver Ficha em www.arqueologia.patrimoniocultural.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Povoado Fortificado

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Amares / Lago

Endereço / Local

- -
Lugar da Ponte

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 29/84, DR, I Série, n.º 145, de 25-06-1984 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Sítio
A Estação arqueológica do Lago localiza-se na povoação do Lago, freguesia de Lago, concelho de Amares, acessível através da travessa da Casa do Povo. Implanta-se numa zona de vale, junto à margem direita do rio Cávado, num cabeço aplanado, com uma cota máxima de 65,30 metros.
A região dispõe de abundantes recursos hídricos e de solos com aptidão agrícola. Apesar da sua altitude baixa quando comparada com outros povoados coetâneos, disfrutava de um amplo controle da envolvente.
Trata-se de um pequeno povoado fortificado da II Idade do Ferro, tipologicamente enquadrado nos designados castros agrícolas, com quatro fases de ocupação. A mais antiga remonta ao século III a.C. e o abandono não ultrapassa os meados do século I d.C., não tendo perdurado na época Romana.
O recinto, com uma área de 1 hectare, estava parcialmente circunscrito por uma muralha com 2,30 metros de largura, complementada por um fosso escavado na rocha. Defendia a área a oeste onde as condições naturais de defesa são mais reduzidas. A altura preservada não excedia os 2 metros, mas não deve espelhar a sua dimensão original. A linha defensiva, com paramentos em pedra irregular e miolo de pedra de diversas dimensões e terra, apresentava dois reforços internos. O primeiro aparenta ser coevo da edificação da estrutura, de inícios a meados do sec. II a.C., igualmente de aparelho irregular, e com 1,20 de altura máxima. O segundo, por sua vez, em alvenaria de pedra aparelhada corresponde a um trabalho mais tardio. É possível que esta solução tivesse sido antecedida, no século III a.C., por uma muralha em terra batida.
Assinalam-se ténues vestígios de estruturas habitacionais formadas por alguns alinhamentos em pedra pouco preservados, buracos de postes, fossas e lareiras, denunciando construções com recurso a materiais perecíveis.
O espólio exumado é fundamentalmente composto por fragmentos cerâmicos atribuíveis à Idade do Ferro, e escassos testemunhos de sigillata itálica e de ânforas. Não foram detetados elementos metálicos e foi apenas recolhido um lítico, uma lâmina de sílex retocada, associada a fragmentos cerâmicos enquadráveis na Idade do Bronze.

História
A Estação arqueológica do Lago foi identificada nos anos 30 do século passado por Manuel Braga da Cruz e divulgada em 1955 por Carlos Teixeira. Contudo, o estudo deste monumento funda-se nos trabalhos arqueológicos realizados entre 1980 e 1982, sob a direção de Maria Manuela dos Reis Martins, no âmbito do projetos de investigação O Povoamento proto-histórico e a Romanização da bacia do curso médio do rio Cávado e amplamente documentados na monografia O povoado fortificado do Lago, Amares, publicado em 1988.
Ana Vale
DGPC, 2020

Bibliografia

Título

O povoamento proto-histórico e a romanização da bacia do médio Cávado

Local

-

Data

1990

Autor(es)

-

Título

O povoado proto-histórico do Lago (Amares). Sistemas de defesa e fases de ocupação, O Arqueólogo Português

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

MARTINS, Maria Manuela dos Reis

Título

O povoado fortificado do Lago, Amares, Cadernos de Arqueologia - Monografias

Local

Braga

Data

1988

Autor(es)

MARTINS, Maria Manuela dos Reis