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Pelourinho de Alijó - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Alijó

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Alijó(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Vila Real / Alijó / Alijó

Endereço / Local

Largo do Pelourinho
Alijó

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

No início da nacionalidade, Alijó estava situada numa zona de fronteira, sendo sucessivamente ocupada por cristãos e muçulmanos. Só em 1225, e por iniciativa de D. Sancho II, foi iniciado o processo de povoamento da vila, seguindo-se de imediato (em 1226) a concessão do seu primeiro foral. A este seguiu-se um foral outorgado por D. Afonso III, em 1269. Neste mesmo século terá sido erguido um pelourinho, que consta ter permanecido na freguesia até finais do século XIX ou início do século XX, quando foi derrubado durante obras de pavimentação da praça onde estava implantado.
O progressivo desenvolvimento de Alijó atraiu a nobreza, tendo D. João I instituído D. Álvaro Pires de Távora, 2º Senhor de Mogadouro, como donatário do termo, em 1385; este permaneceria na posse dos Távora, mais tarde marqueses, até 1759. Recebeu ainda foral novo de D. Manuel, em 1514.
O actual pelourinho foi construído no século XX, por iniciativa de Silva Leal, membro da Associação dos Arqueólogos Portugueses. Trata-se portanto de um monumento revivalista, que de forma alguma recupera a tipologia de um pelourinho medieval. Se houve de facto a preocupação de reproduzir o anterior, este seria seguramente uma picota levantada entre finais de Quinhentos e o século XVIII, talvez durante a época dos Marqueses de Távora. Desta forma, a análise do pelourinho moderno não confirma a tradição da antiguidade do anterior.
O pelourinho ergue-se no largo do mesmo nome, no centro da vila, junto ao edifício dos Paços do Concelho. O conjunto dos degraus, coluna e remate assenta sobre uma plataforma destinada a vencer o desnível do terreno, guarnecida de um pequeno gradeamento decorativo. O soco é constituído por dois degraus quadrangulares, de aresta, sobre os quais se levanta a coluna, possuído um singelo anelete ao modo de base. O fuste é cilíndrico e liso, tendo a curta distância do topo um filete circular relevado. É rematado por duas molduras circulares crescentes, sobre as quais assenta o capitel, de chapa rasa, rematado no cimo em superfície curva. No centro eleva-se um pináculo encimado por bola. O conjunto é bastante semelhante a vários pelourinhos setecentistas, como o da Feira, em Viana do Castelo. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde