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Solar dos Soares de Albergaria - detalhe

Designação

Designação

Solar dos Soares de Albergaria

Outras Designações / Pesquisas

Solar dos Soares de Albergaria (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Solar

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Carregal do Sal / Oliveira do Conde

Endereço / Local

Rua Nova
Oliveira do Conde

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 735/74, DG, I Série, n.º 297, de 21-12-1974 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Terra de fundação antiga, Oliveira do Conde teve o seu primeiro foral em 1286 (LEAL, Pinho, 1873-1890). A edificação da primitiva casa dos Soares de Albergaria deverá datar dos finais do século XIII, precisamente a época em que era doada à povoação a primeira carta foralenga, atestando o seu crescimento.
Esta primeira casa foi reconstruída em meados do século XVI por Pedro Soares de Albergaria, fidalgo da Casa Real e comendador da Ordem de Cristo. No entanto, da edificação quinhentista nada resta, uma vez que em 1640 Pedro Soares de Albergaria, neto do anterior, voltou a reedificar a estrutura da casa, patrocinando uma campanha de obras que lhe conferiu o aspecto actual.
O conjunto do solar é composto por dois corpos, ligados entre si por um muro no qual foi rasgado o portão nobre que permite o acesso à propriedade, encimado pelo brasão dos Albergaria.
O edifício do solar, de planta rectangular e cércea baixa, apresenta uma estrutura de linhas austeras de gosto maneirista. As fachadas do edifício são ritmadas pela disposição regular de janelas, que mantêm as gelosias seiscentistas originais, e pela existência de varandas com alpendres.
À semelhança do que era usual nas edificações civis seiscentistas de carácter nobre, a casa dispõem-se em volta de um pátio que abre para uma loggia edificada no piso térreo, fazendo a ligação entre os dois corpos principais da casa.
O espaço interior da casa, tal como determinava a tratadística da época, dividia-se segundo as funções a que se destinava. O piso térreo era ocupado pelas divisões de serviço, o piso superior pelas salas nobres e espaços de habitação. No conjunto das divisões do andar nobre do Solar dos Soares destacam-se os tectos de alfarge, decorados com desenhos geométricos.
Numa das extremidades do solar foi edificada em 1666 uma capela privativa. O pequeno templo, de nave única, apresenta como único elemento decorativo um retábulo-mor de talha policroma com a representação da Árvore de Jessé.
Catarina Oliveira
IPPAR/2005

Bibliografia

Título

Guia de Portugal, Beira II - Beira Baixa e Beira Alta

Local

Lisboa

Data

1984

Autor(es)

DIONÍSIO, Sant'Ana

Título

Portugal antigo e moderno: diccionario geographico, estatistico, chorographico, heraldico, archeologico, historico, biographico e etymologico de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande numero de aldeias...

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

PINHO LEAL, Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de, FERREIRA, Pedro Augusto

Título

Solares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de

Título

Carregal do Sal. No coração da Beira (4ª ed)

Local

Carregal do Sal

Data

2001

Autor(es)

MARQUES, Hermínio C.

Título

Roteiro Turístico - Solares e Casas Solarengas do Município de Carregal do Sal

Local

Carregal do Sal

Data

2012

Autor(es)

RIBEIRO, Carla Marisa da Costa