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Pelourinho de Oliveira do Conde - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Oliveira do Conde

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Oliveira do Conde(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Carregal do Sal / Oliveira do Conde

Endereço / Local

Largo do Pelourinho
Oliveira do Conde

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Oliveira do Conde foi concelho muito antigo, atribuindo-se-lhe primeiro foral dado por Dom Dinis, em 1286. O seu topónimo estará relacionado com um dos seus primeiros senhores, quer seja D. Fernão Peres de Trava, quer o Conde D. Henrique, pai de D. Afonso Henriques, ambos proprietários de vastas terras na região. D. João I fez outorga da vila a Gomes Martins de Lemos o Velho, razão pela qual o seu filho mais velho, Fernão Gomes de Góis, se encontra sepultado na sua igreja matriz, num celebrado exemplar de tumulária quatrocentista. O concelho viria a ser assento de grandes famílias nobres, tais como os Condes de Sortelha e os Condes de Vila Nova de Portimão e Marqueses de Abrantes. Recebeu foral novo de D. Manuel, dado em 1516, tendo mantido a categoria de concelho até ao início do século XIX, quando foi integrada em Carregal do Sal.
Oliveira do Conde conserva ainda o seu pelourinho, erguido na sequência da atribuição do foral manuelino. Ergue-se no largo que dele recebeu o nome, no centro da freguesia, junto de alguns solares que ainda permitem evocar o esplendor do passado. Assenta num soco de dois degraus quadrangulares de aresta, em pedra aparelhada, estando o inferior parcialmente enterrado no pavimento. A coluna pousa sobre um paralelepípedo com molduras incisas nas faces. O fuste é composto por simulacro de três colunelos espiralados à direita, sobre base de planta quadrada, com pequenas pinhas cantonais. Sobre o fuste existe um arremedo de capitel de cesto, com colarinho golpeado, e encimado por coxim octogonal saliente, ornamentado. O remate é em pináculo torso, rematado por cogulhos, de onde se eleva um espigão com pequena cruz (de Avis?) em ferro, aparentemente de factura moderna.
É muito semelhante ao pelourinho de São João das Areias, sendo ainda interessante cotejá-lo com o de Santa Comba Dão, embora restaurado. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde