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Casa da Oliveirinha (conjunto), incluindo jardim e tulha - detalhe

Designação

Designação

Casa da Oliveirinha (conjunto), incluindo jardim e tulha

Outras Designações / Pesquisas

Casa de Oliveirinha(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Carregal do Sal / Oliveira do Conde

Endereço / Local

Largo de D. Margarida Soveral
Oliveirinha

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 67/97, DR, I Série-B, n.º 301, de 31-12-1997 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A Casa da Oliveirinha, cujas origens remontam, certamente, ao século XVII, conheceu ao longo dos séculos seguintes uma série de campanhas de obras responsáveis pela configuração que hoje conhecemos. A mais antiga referência de que há notícia data de 1716 e encontra-se no testamento de Christóvão Soares de Albergaria, que legou a António Soares d'Andrade um determinado montante destinado à compra de uma casa no lugar de Oliveirinha. Depreende-se deste documento que o imóvel já existia e que foi adquirido pelo beneficiário do testamento que, ao que tudo indica, era filho de Christóvão Soares de Albergaria (SOVERAL, 1982, p. 461).
A primeira grande intervenção pode ser recuada ao período em que António Soares d'Andrade tomou posse da propriedade, ampliando o imóvel com a construção do corpo Sul e, muito possivelmente, da escadaria nobre e alpendre, este último suportado por duas colunas também de cantaria (Processo de Classificação, IPPAR/DRC). No corpo mais recuado, um outro balcão assente sobre colunas, faz a ligação da zona residencial com a capela.
No interior da casa assinalam-se os tectos de masseira, a cozinha velha com a lareira e um fontanário de granito.
Em meados da centúria a documentação regista a licença para a edificação do templo, devida à iniciativa de Christóvão Tavares de Figueiredo. Existia anexa à casa uma outra mais antiga e em ruínas, pelo que a nova capela começou a ser levantada após 1759, data da licença referida. A sua fachada abria-se para a via pública, tal como a entrada para a casa com a qual deseha um U, de forma a poder ser frequentada pela população local, facto comum neste período e que conferia um maior poder e prestígio à família proprietária. De linhas depuradas, é marcada pelo portal principal de verga recta com cornija saliente, e pela abertura da janela superior, e verga contracurvada, tal como o remate do alçado. No interior, ganha especial interesse o retábulo-mor, de talha dourada e polícromada.
Referida como rica e virtuosa, a Casa de Oliveirinha era considerada uma importante casa agrícola, facto comprovado pelos melhoramentos do século XIX, entre os quais se incluem o lagar e a tulha, testemunhos do antigo núcleo agrícola.
Já na década de 1950 foi edificado, na extremidade do corpo Sul, um outro alpendre em granito, suportado por cinco colunas, que estabelece a ligação da casa ao jardins, substituindo um outro de madeira.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Roteiro Turístico - Solares e Casas Solarengas do Município de Carregal do Sal

Local

Carregal do Sal

Data

2012

Autor(es)

RIBEIRO, Carla Marisa da Costa

Título

Soares de Albergaria: subsídios para a sua história

Local

Lisboa

Data

1951

Autor(es)

MELO, Manuel Soares de Albergaria Pais de

Título

A descendência desconhecida de Cristóvão Soares de Albergaria, 3º Senhor do Morgado de Tonda, Revista Beira Alta, vol. XLI

Local

Viseu

Data

1982

Autor(es)

SOVERAL, Manuel Abranches