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Pelourinho de Mondim de Cima - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Mondim de Cima

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Mondim de Cima(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Tarouca / Mondim da Beira

Endereço / Local

Largo do Pelourinho
Mondim de Cima

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Mondim de Cima era a sede do antigo concelho de Mondim da Beira, feudo do Convento de São João de Tarouca desde a alta Idade Média, e cujo estatuto municipal se havia firmado ao longo do tempo. O foral de Mondim da Beira foi finamente outorgado por D. Manuel, em 1517. O concelho foi extinto em 1896, e integrado em Tarouca, do qual Mondim da Beira é freguesia, e Mondim de Cima é lugar. Conserva ainda um antigo pelourinho, levantado num pequeno largo da aldeia.
O pelourinho assenta numa plataforma de quatro degraus quadrangulares, de aresta, o térreo quase totalmente embebido no pavimento de empedrado, encimados por um grande bloco cúbico. A coluna é composta por fuste quadrangular na base e no topo, e com esquinas chafradas na maior parte da sua altura, tomando a secção octogonal. É encimado por capitel quadrangular, formado por molduras crescentes de perfil contracurvado e de perfil liso, alternadas. Numa das faces está parcialmente embutido um escudo de armas nacional, portando apenas as cinco quinas. Este bloco é rematado por uma peça sensivelmente cúbica, com colunelos cantonais rematados por esferas lisas, e faces rebaixadas, sendo cada uma decorada com uma carranca de boas dimensões, no topo e ao centro. As carrancas representam rostos imberbes, de traços esquemáticos. O remate toma a forma genérica de um castelo, terminando em calote esférica. Numa das faces, e por baixo da máscara, está incisa a data de 1760 ou 1790 (Mário Guedes REAL, 1976).
A data indicada dificilmente respeitaria à factura do monumento, de tipologia arcaizante, que se poderia incluir numa particular declinação do estilo manuelino. Indica talvez um restauro do pelourinho, ou mesmo a sua reconstrução.
Sílvia Leite

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde

Título

Revista da Beira Alta, Vol. XXXVI, nº. 4

Local

Viseu

Data

1976

Autor(es)

REAL, Mário Guedes