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Casa dos Corte Real, também denominada «dos Reis e Vasconcelos» - detalhe

Designação

Designação

Casa dos Corte Real, também denominada «dos Reis e Vasconcelos»

Outras Designações / Pesquisas

Casa dos Reis e Vasconcelos / Casa dos Corte Real / Casa dos Reis e Vasconcelos (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Aveiro / Oliveira de Azeméis / Oliveira de Azeméis, Santiago de Riba-Ul, Macinhata da Seixa e Madail

Endereço / Local

Rua da República
Oliveira de Azeméis

Número de Polícia: 43, 47, 49 e 53

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 45/93, DR, I Série-B, n.º 280, de 30-11-1993 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Implantada em lugar de destaque no Largo da República, a Casa dos Corte Real é uma construção de linguagem maneirista que se impõe na malha urbana pelas suas dimensões, pela sobriedade das suas linhas e pela pedra de armas que exibe na fachada principal, símbolo do prestígio e do poder que gozavam os seus proprietários. A construção do imóvel remonta à segunda metade do século XVII, conforme indica a data de 1686 gravada na escadaria. Esta, é o principal elemento dinamizador da fachada, terminando em remates piramidais que enquadram a porta principal. A abertura dos restantes vãos é simétrica mas não regular. Do lado esquerdo duas portas no piso térreo correspondem a igual número de janelas de sacada no andar nobre, estas suportadas por mísulas. Do lado oposto, a porta do rés do chão é flanqueada por janelas, correspondendo às primeiras duas as sacada nobres e à última, a pedra de armas. A sua leitura é a seguinte: "escudo de tipo rectangular, esquartelado; no 1.° quartel três faixas veiradas, por Vasconcelos; no 2.° cinco brandões, por Brandões; no 3.° uma torre por Soares (os chamados de Toledo); no 4.° leão rompante, por Silvas; elmo voltado para a esquerda; por timbre o leão faixado dos primeiros; paquife na forma típica do tempo" (GONÇALVES, 1959).
A fachada é prolongada por um corpo muito estreito, definido por pilastras, e onde apenas se abre uma porta e uma janela, ocupando a primeira a totalidade da largura do alçado. Segue-se o imponente frontispício da capela, cuja cruz exibe a data de 1697, ano que foi erguida a expensas do Capitão Dias Reis. Definida por pilastras rematadas por elevados pináculos, termina em frontão triangular com cruz na empena, também ela muito elevada, a denunciar uma tendência cenográfica mais próxima do barroco. O portal, de verga recta, é ladeado por janelas e encimado pela do coro. Tal como na casa, também aqui é a depuração e a quase ausência de decoração que impera. No interior apenas havia a assinalar o retábulo-mor, rococó, entretanto apeado.
O brasão foi colocado já depois da construção do imóvel, pois as armas apenas foram concedidas em 1774 a José Henriques Vasconcelos da Costa.
(RC)

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Aveiro

Local

Lisboa

Data

1959

Autor(es)

GONCALVES, António Nogueira