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Dependência do Hospital da Misericórdia de Póvoa de Lanhoso, designada por «Portaria Principal» - detalhe

Designação

Designação

Dependência do Hospital da Misericórdia de Póvoa de Lanhoso, designada por «Portaria Principal»

Outras Designações / Pesquisas

Conjunto de azulejos da autoria de Jorge Colaço existentes na dependência do Hospital da Misericórdia de Póvoa de Lanhoso, designada por «Portaria Principal» / Hospital da Misericórdia de Póvoa de Lanhoso (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Hospital

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Póvoa de Lanhoso / Póvoa de Lanhoso (Nossa Senhora do Amparo)

Endereço / Local

-- -
Póvoa de Lanhoso

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 8/83, DR, I Série, n.º 19, de 24-01-1983 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A fundação do Hospital e da Confraria da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso é relativamente recente, e deve-se à iniciativa de António Ferreira Lopes, importante personalidade e benemérito desta localidade. Nascido a 14 de Abril de 1845, no Lugar de Oliveira, situado na freguesia de Fontarcada, António Lopes cedo emigrou para o Brasil, onde se tornou sócio da firma em que trabalhava. Regressou, mais tarde, em 1888, a Póvoa do Lanhoso, onde começou por adquirir e recuperar o Palacete das Casas Novas, para sua residência particular. No mesmo largo onde se situa este imóvel, e que hoje tem o seu nome, António Lopes promoveu a construção de outros edifícios que estruturaram esta praça, dedicando-se, ainda, à instituição de diversos organismos de âmbito cultural e social, como o Teatro-Club, a corporação dos Bombeiros Voluntários e o hospital. Este último, e porventura o mais importante, foi instituído em 1913 e inaugurado em 1917, tendo sido inteiramente financiado pelo seu fundador, passando depois a administração para a Misericórdia. Na verdade, esta Confraria foi instituída a 22 de Dezembro de 1928, em cumprimento do testamento de António Lopes que assim assegurava a continuidade do hospital e a respectiva gestão (ASSIS; ENCARNAÇÃO, 01/07/2004).
Edificado entre 1913 e 1917, sob projecto do arquitecto portuense Rogério de Azevedo, o imóvel destaca-se pelos alçados abertos por janelas altas, com bandeira, envoltas por molduras de cantaria, que atingem a sua máxima expressão na zona central, coroada por frontão semicircular, que se eleva bem acima da linha da cornija.
Contudo, a classificação apenas diz respeito à portaria - um amplo vestíbulo de planta rectangular -, cujo eclectismo reflecte bem o gosto da época. É aberto por diversas portas de linhas rectas, altas e com bandeira, e decoradas por vidros de vários tons. O pavimento é de mosaico, e o tecto é pintado. Nas paredes, o revestimento azulejar de padrão geométrico no silhar e na sanca, enquadra os painéis figurativos, polícromos, que retratam a vida local, com apontamentos etnográficos de grande interesse, da autoria de Jorge Colaço (SANTOS, 1990, p. 63). O mobiliário é, também, da época, revelando um gosto ecléctico, comum ao restante espaço.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Monografia da freguesia da Póvoa de Lanhoso, Nossa Senhora do Amparo

Local

Braga

Data

1990

Autor(es)

SANTOS, Manuel Magalhães dos

Título

Terras de Lanhoso: monografias

Local

Póvoa de Lanhoso

Data

1987

Autor(es)

NORTON, Maria Henriqueta C. R. Teixeira da Mota, FREITAS, Paulo Alexandre Ribeiro

Título

António Lopes: o grande benemérito da Póvoa de Lanhoso, Diário do Minho

Local

Braga

Data

2004

Autor(es)

ENCARNAÇÃO, Marta, ASSIS, Francisco de