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Mamoa de Aspra - detalhe

Designação

Designação

Mamoa de Aspra

Outras Designações / Pesquisas

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Mamoa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viana do Castelo / Caminha / Vila Praia de Âncora

Endereço / Local

-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 67/97, DR, I Série-B, n.º 301, de 31-12-1997 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Classificada em 1997 como "Imóvel de Interesse Público", a "Mamoa de Aspra" foi implantada sobre uma plataforma de terraço fluvial da margem esquerda do vale do Rio Âncora.
Embora tivesse merecido a maior atenção, nos finais de oitocentos, da parte do conhecido investigador vimarenense, Francisco Martins de G. M. Sarmento (1833-1899), numa altura em que a temática dolménica assumia proporções verdadeiramente inauditas junto da comunidade científica europeia da época, parece que a memória relativa à sua situação se diluiu até que, nos anos oitenta do século passado, foi relocalizada no âmbito de um projecto de investigação destinado a identificar os monumentos megalíticos existentes ao longo da região litoral minhota (SILVA, J.L.S., p. 13).
Erguida na bouça do Fraião, nas proximidades de outros conhecidos exemplares funerários megalíticos, como a "Anta da Barrosa" e o "Dólmen de Vile", o sítio é composto de mamoa - ou tumulus - com cerca de vinte metros de diâmetro e quase três e meio de altura, aparentemente destituída da couraça pétrea que cobriria originalmente outros exemplares da mesma tipologia, aqui substituída, ao que tudo indica, por uma protecção constituída por terra misturada de modo compacto com saibro.
É bastante evidente o negativo daquilo que corresponderá a uma violação ocorrida num momento incerto no monumento, do qual não remanesceram quaisquer esteios que pudessem confirmar a existência primeva de câmara sepulcral de tipo dolménico, com ou sem corredor, razão pela qual se coloca a hipótese de estar-mos em presença de um local de enterramento em "fossa". Não obstante, foi precisamente na zona da cratera que se recolheu o "[...] único espólio significativo [...]." (Id., Idem, p. 17) constituído por lascas de quartzite, seixos afeiçoados e alguns fragmentos de cerâmica lisa e com decoração campaniforme, de tipo pontilhado marítimo.
[AMartins]

Bibliografia

Título

Dispersos

Local

Coimbra

Data

1933

Autor(es)

SARMENTO, Francisco Martins

Título

Megalitismo do Norte de Portugal: O litoral minhoto, Actas do Seminário sobre o Megalitismo do Centro de Portugal

Local

Viseu

Data

1994

Autor(es)

SILVA, Eduardo Jorge Lopes da