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Castelo de Torrejão - detalhe

Designação

Designação

Castelo de Torrejão

Outras Designações / Pesquisas

Baluarte do Torrejão / Atalaia do Torrejão / Torre de Atalaião / Torre de Torrejã / Torre de Vigia / Atalaia / Torre do Atalaião(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Castelo

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Portalegre / Portalegre / Reguengo e São Julião

Endereço / Local

-- -
Torrejão

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A torre do Atalaião é uma insólita construção de carácter militar, datada da Idade Média, e que chegou aos nossos dias em adiantado estado de ruína. Acerca dela desconhece-se quase tudo, desde a data em que foi erigida até à sua função específica, passando por eventuais fases de reforma e de actualização estratégico-militar.
Os dados de que dispomos, na actualidade, recuam o projecto fundacional desta torre à Baixa Idade Média, muito provavelmente ao mesmo momento em que se edificaram o castelo e as muralhas góticas de Portalegre. A quase seiscentos metros de altura, e em posição altaneira em relação à vila, é natural que este monte dominante fosse aproveitado como posto de vigia avançado, ao mesmo tempo que se dotava o burgo de uma estrutura defensiva de relevo. Os vestígios materiais que se conservam parecem confirmar uma cronologia na viragem para o século XIV, como se demonstra pela existência de matacães nos ângulos da construção.
Planimetricamente, a torre apresenta uma grande coerência programática: planta quadrada, regular, adapta as condicionantes do terreno à sua peculiar implantação, característica vincadamente gótica, por oposição às fortalezas românicas, cujo traçado seguia fielmente as curvas de nível do terreno. Infelizmente, o interior do recinto amuralhado encontra-se em muito mau estado, com sucessivos derrubes. Ainda assim, é possível distinguir "três compartimentações, intercomunicantes na zona central" (BUCHO, 1997, DGEMN on-line), restando a dúvida acerca da sua exacta cronologia.
Na época moderna, possivelmente na viragem para o século XVIII, a torre foi objecto de uma reforma. Apesar de não podermos identificar, com rigor, a data desta empreitada, é natural que esteja associada à campanha da fortaleza de Portalegre, realizada após a restauração da Independência, em 1640. Com efeito, uma gravura de inícios do século XVIII retrata a fortaleza com um figurino estético moderno. Infelizmente, não conhecemos suficientemente bem os contornos desta última fase construtiva. Ao que tudo indica, os trabalhos limitaram-se a uma actualização estratégica do conjunto, realçando-se a sua posição dominante pelo maior escarpamento da base, mas faltam ainda as desobstruções do interior e um estudo sério do monumento para que se possa ter algumas certezas.
Mais de dois séculos de abandono determinaram a ruína de consideráveis secções do monumento. Em 1996 desmoronou grande parte da muralha virada a Norte e a perspectiva imediata é a de que também outros pontos da cerca não resistam.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1948

Autor(es)

ALMEIDA, João de

Título

Inventário Artístico de Portugal - vol. I (Distrito de Portalegre)

Local

Lisboa

Data

1943

Autor(es)

KEIL, Luís