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Edifício dos antigos condes de Vinhais, pertencente à família Costa e Pessoa, denominado «Casas Novas» - detalhe

Designação

Designação

Edifício dos antigos condes de Vinhais, pertencente à família Costa e Pessoa, denominado «Casas Novas»

Outras Designações / Pesquisas

Edifício dos Condes de Vinhais / Casas Novas (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Solar

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Bragança / Vinhais / Vinhais

Endereço / Local

Rua Nova (antiga Rua da Vila)
Vinhais

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 28/82, DR, I Série, n.º 47, de 26-02-1982 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Implantado numa das principais artérias de Vinhais, o palácio dos condes com o mesmo nome acompanha e marca decisivamente o crescimento da vila que, desde muito cedo, extravasou as muralhas do castelo, expandindo-se em vários núcleos. Os principais edifícios deste aglomerado definem uma linha de desenvolvimento que tem início do convento de Santa Clara, de fundação quinhentista, continua no solar dos condes, setecentista, prolongando-se através do convento de São Francisco e da Igreja da Ordem Terceira, o primeiro instituído em 1751 e a última edificada entre 1770 e 1780.
A sua longa e bem proporcionada fachada impõe-se numa rua que conta com casas apenas num dos lados, conferindo-lhe uma grandeza e cenografia que reflectem a imagem de poder e de prestígio que os seus proprietários pretendiam transmitir.
É certo que o brasão, ao centro do alçado, somente pode ter sido aí colocado após 1847, ano em que D. Maria concedeu o título a Simão da Costa Pessoa, natural de Vinhais e com uma carreira militar de relevo, que já anteriormente havia sido distinguido com os títulos de Barão e Visconde. Todavia, pensamos que o solar é anterior, embora seja natural que nesta época tenha sido objecto de uma remodelação, capaz de tornar o edifício mais digno do título então recebido pelo proprietário. No interior, os vestígios de uma pintura no tecto de um dos compartimentos, é claramente neoclássica, remontando, com certeza, a esta campanha de obras.
À semelhança da grande maioria dos solares setecentistas, é na fachada que se concentra todo o dinamismo próprio do barroco. No caso de Vinhais, a procura da simetria é uma das marcas do imóvel, cujo alçado principal é seccionado por pilastras que definem três corpos: dois laterais, com porta e varanda de sacada de planta curva, apresentam uma configuração idêntica aos vãos que formam o eixo central, coroado pelo brasão, e para onde converge o ritmo de toda a composição. Um friso que percorre todo o alçado, marca a divisão entre os dois pisos, equilibrando as linhas verticais das pilastras e dos vãos do rés do chão e do andar nobre.
Numa das extremidades, a capela apresenta alçado diferenciado em relação ao da casa, mas conservando uma grande depuração. A fachada prolonga-se, ainda, pelo longo bloco que corresponderia às antigas cavalariças, este de traçado funcional e muito linear.
No interior, o espaço é distribuído em função da escadaria de lanço único, mas que se desdobra em dois, e que permite o acesso ao andar nobre, onde ainda se conserva um tecto de madeira, original.
Adquirido pela Câmara Municipal de Vinhais, o solar deverá ser objecto de uma intervenção com vista à sua de reabilitação como sede do município.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

A vila de Vinhais

Local

Porto

Data

1934

Autor(es)

Elmano

Título

Vinhais : terra e gentes

Local

Vinhais

Data

1993

Autor(es)

SILVA, Eugénio (Coord.)

Título

Notas históricas da vila e concelho de Vinhais, Ronda Bragançana, pp.11-24

Local

Bragança

Data

1939

Autor(es)

COSTA, David

Título

Vinhais, Póvoa rica de homens bons

Local

-

Data

2003

Autor(es)

VALE, Virgílio do