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Quinta do Bonjardim - detalhe

Designação

Designação

Quinta do Bonjardim

Outras Designações / Pesquisas

Quinta do Bonjardim (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Casa e Quinta do Bonjardim (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Quinta

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Sintra / Queluz e Belas

Endereço / Local

EN 250, Serra da Carregueira
Venda Seca

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 5/2002, DR, I Série-B. n.º 42, de 19-02-2002 (ver Decreto)
Edital n.º 274 de 15-10-1996 da CM de Sintra
Despacho de autorização e classificação de 12-08-1996 do Ministro da Cultura
Parecer de 18-06-1996 da 1.ª Secção do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP
Proposta de classificação de 22-10-1993 da APCA, de acordo com o proprietário

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

De origem quinhentista, e famosa pela elite cultural que, nos séculos XVIII e XIX, aqui se reunia, sob os auspícios dos condes do Redondo, a Quinta do Bonjardim honra o seu nome pela magnífica implantação e pelos jardins que se desenvolvem a partir da casa, em patamares de arruamentos de buxo, organizados em função dos tanques e lagos.
Pensa-se que a propriedade foi adquirida em 1587, edificando-se então a casa, segundo uma linguagem renascentista. O pátio de entrada, de grandes dimensões, é antecedido por um arco de cantaria, cujo brasão, dos Sousa do Prado, de época posterior. Na fachada principal, os corpos laterais, de remate em ângulo, são mais avançados em relação ao central, onde se abre a porta principal. No interior, ganham especial interesse os revestimentos azulejares do século XVI, enxaquetados, e do final do século XVII, de padrão azul e branco. Algumas salas conservam o tecto em masseira, como a denominada sala dos painéis, e outras a sua decoração em estuque, caso da sala de jantar.
Assim, à campanha renascentista ter-se-á seguido uma outra intervenção, entre o final do século XVII e o início da centúria seguinte. Nesta se inclui os silhares de azulejo da casa bem como os painéis da capela, alusivos à Paixão de Cristo. Neste espaço religioso, onde se abre uma ampla tribuna, todo o interior foi revestido por azulejos azuis e brancos, datáveis de cerca de 1718, e cuja autoria tem vindo a ser atribuída a Policarpo de Oliveira Bernardes (SIMÕES, 1979, p. 318).
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Quintas e palácios nos arredores de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

STOOP, Anne de

Título

Azulejaria em Portugal no século XVIII

Local

Lisboa

Data

1979

Autor(es)

SIMÕES, J. M. dos Santos

Título

Sintra

Local

Lisboa

Data

1989

Autor(es)

SERRÃO, Vítor