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Casa dos Ministros - detalhe

Designação

Designação

Casa dos Ministros

Outras Designações / Pesquisas

Casa dos Magistrados / Casa dos Ministros / Casa dos Magistrados / Departamento de Educação, Cultura e Desporto da Câmara Municipal da Covilhã (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Castelo Branco / Covilhã / Covilhã e Canhoso

Endereço / Local

-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 5/2002, DR, I Série-B. n.º 42, de 19-02-2002 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Situada no centro histórico da Covilhã, em frente da Igreja de Santa Maria, a antiga casa dos Ministros deve a sua designação ao facto de, originalmente, ter albergado os Juízes de Fora, então chamados Ministros Territoriais. De acordo com a descrição analítica e económica da notável vila da Covilhã, a habitação dos juizes era bastante cómoda, e fora mandada construir "com o produto das tabernas". No primeiro piso decorriam as audiências e, na arcada inferior, vendiam-se diversos produtos (DIAS, 1958, p. 1304), situação bem documentada para muitos edifícios das Câmaras Municipais do país.
Não se sabe, ao certo, a data da sua edificação, e a austeridade decorativa das fachadas em nada contribui para o seu esclarecimento. A única excepção é o brasão de armas, colocado ao centro da fachada entre as janelas do piso superior, que aponta para uma construção da segunda metade do século XVIII, uma vez que os seus elementos decorativos são de cariz barroco e muito semelhantes a uma outra pedra de armas existente na fachada da antiga Real Fábrica de Panos (Processo de Classificação, IPPAR/DRCB, Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural da Covilhã). Na realidade, a comparação entre ambos os edifícios, tendo em conta o desenho dos arcos, das cornijas e dos cunhais de granito, bem como o tipo de cobertura, a implantação dos vãos e a já referida moldura dos brasões, corrobora esta cronologia (Ibidem).
A fachada do edifício acompanha o declive da Rua 1º de Dezembro, encontrando-se delimitada por pilastras de cantaria de junta fendida, e dividida por seis arcos de volta perfeita no piso térreo (também em granito com o mesmo acabamento), e por outras tantas janelas de sacada, de moldura rectilínea, no andar superior. Estas, formam um friso contínuo que percorre o alçado, acentuando a já evidente diferenciação entre os pisos. Ao centro, o brasão apresenta as armas de Portugal e uma esfera armilar sobre pedestal, com estrela de seis pontas e cruz de Santo André na zona inferior.
Na fachada lateral da Rua das Portas do Sol, abrem-se três janelas e uma porta no primeiro piso, a que correspondem outras três janelas no segundo andar.
O interior foi objecto de alterações aquando da instalação neste imóvel dos serviços do Registo Predial, ou da 1ª Repartição de Finanças do Concelho da Covilhã. O fecho da arcada remonta aos anos 70 do século XX.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Descrição analítica e económica da notável vila da Covilhã

Local

Covilhã

Data

-

Autor(es)

DIAS, Luís Fernando Carvalho

Título

História dos lanifícios (1750-1834): documentos

Local

Covilhã

Data

1958

Autor(es)

DIAS, Luís Fernando Carvalho