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Igreja de Cidadelhe - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Cidadelhe

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de Santo Amaro / Igreja Paroquial de Cidadelhe / Igreja de Santo Amaro(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Guarda / Pinhel / Vale do Côa

Endereço / Local

- -
Cidadelhe

Proteção

Situação Actual

Procedimento caducado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)
Despacho de abertura de 19-03-1991 do presidente do IPPC
Proposta de abertura de 11-11-1990 do Departamento do Património Arquitectónico do IPPC

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Dedicada a Santo Amaro, a igreja matriz de Cidadelhe que hoje conhecemos é uma reconstrução setecentista de uma igreja de época anterior sobre a qual subsistem raras informações. Sabe-se que no início do século XVIII, o templo se encontrava anexo à vizinha igreja de Azevo, situação que se manteve pelo menos nos anos seguintes (COSTA, 1706, p. 271). Mas a matriz de Cidadelhe é anterior, e a data de 1646 que se encontra na sineira de apoio ao templo contribui para fazer recuar a sua construção, pelo menos, à primeira metade do século XVII.
Na verdade, a sua arquitectura chã está mais próxima desta cronologia seiscentista. De planta longitudinal com volumes exteriores ao mesmo nível e apenas diferenciados em alçado, apresenta fachada principal definida por pilastras nos cunhais e marcada pela abertura do portal de verga recta encimado por entablamento e sobrepujado por óculo. Termina em empena flanqueada pelos pináculos que rematam as pilastras. Os restantes alçados pautam-se por uma mesma depuração, abertos apenas por vãos de linhas rectas e sem qualquer decoração.
Apenas a data de 1715 no entablamento do portal indica tratar-se de uma reconstrução, cujo alcance, todavia, permanece por esclarecer. No interior é mais evidente esta remodelação de época barroca, com uma campanha de talha dourada bem presente nos retábulos colaterais e cuja talha se prolonga enquadrando toda a superfície do arco triunfal. O retábulo-mor, do mesmo período, ocupa a totalidade da parede fundeira da capela-mor, apresentando uma ampla tribuna com trono escalonado. Todo este conjunto de talha foi, certamente, objecto de intervenções posteriores que lhe conferiram a polícromia que hoje apresenta.
O tecto da nave, em caixotões, exibe um vasto conjunto de pintura de temática hagiográfica, com molduras pintadas em tons de branco e vermelho. Já os caixotões da capela-mor são preenchidos por motivos de flores, sol e lua, de época bem mais recente.
Também na fachada principal, uma outra inscrição indica a intervenção ocorrida em 1934 e cujo alcance também se desconhece, mas que, para além dos marmoreados da nave, se presume ter sido essencialmente de conservação.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Corografia Portuguesa e descripçam topographica do famoso Reyno de Portugal

Local

Lisboa

Data

1712

Autor(es)

COSTA, Pe. António Carvalho da

Título

Pinhel Falcão, 2ª ed.

Local

Pinhel

Data

1996

Autor(es)

MARTA, Ilídio da Silva