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Convento de Sacaparte - detalhe

Designação

Designação

Convento de Sacaparte

Outras Designações / Pesquisas

Santuário de Sacraparte / Convento de Nossa Senhora de Sacaparte / Santuário de Nossa Senhora de Sacaparte(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Convento

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Guarda / Sabugal / Alfaiates

Endereço / Local

- a 2 km a leste de Alfaiates, a noroeste da EN 233-3.
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 5/2002, DR, I Série-B. n.º 42, de 19-02-2002 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A vocação religiosa deste local tem, segundo diversas lendas alusivas à invocação de Sacaparte, origens muito remotas. Na sua génese estão, invariavelmente, as disputas entre portugueses e castelhanos (BRITO, pp. 212-123; BIGOTTE, 1948, p. 342 e 344). A igreja existia, com certeza, em 1332, tendo sido edificada, muito possivelmente, sobre as ruínas de uma outra, de época anterior.
O templo conheceu um novo impulso no reinado de D. João V, quando, em 1726, este monarca doou a ermida aos Padres da Congregação de S. Camilo de Lelis, também conhecidos por Congregados de Tomina, onde nasceu a primeira casa da congregação. Já existiam as hospedarias e o hospital, pelo que os religiosos apenas edificaram o convento e reformaram a igreja. Em 1752 abria o seminário.
A romaria a Nossa Senhora de Sacaparte era muito conhecida e da devoção das populações limítrofes e de outras zonas mais afastadas.
A igreja, com fachada em empena, é aberta por portal de verga recta, ladeado por pilastras e encimado por entablamento e frontão de volutas interrompido pelo nicho central. Este, de volta perfeita, é enquadrado por motivos vegetalistas. No mesmo eixo, a janela do coro, com base assente sobre mísulas, exibe remate de enrolamentos que coincidem com a empena. No seu interior, três naves de quatro tramos, assentes em pilares de secção quadrada e octogonal, acolhiam os peregrinos.
As ruínas do antigo convento deixam adivinhar um espaço de planta rectangular, com ritmo de vãos simétrico. A albergaria apresenta planimetria longitudinal, com fachada principal seccionada por pilastras, destacando-se, no interior, a abóbada de arestas de tijolo. O cruzeiro, com capitel rematado por querubins, termina em cruz com a representação de Cristo sobre o crânio de Adão e a inscrição INRI. O recinto é delimitado, a Sul, pelos alpendres da feira.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

O culto de Nossa Senhora na Diocese da Guarda

Local

Lisboa

Data

1948

Autor(es)

BIGOTTE, José Quelhas

Título

Monarquia Lusitana (Facsmile da ed. de Alcobaça: no Mosteiro de Alcobaça, 1597)

Local

Lisboa

Data

2004

Autor(es)

BRITO, Frei Bernardo de