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Solar dos Malafaias - detalhe

Designação

Designação

Solar dos Malafaias

Outras Designações / Pesquisas

Solar dos Malafaias(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Solar

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / São Pedro do Sul / Santa Cruz da Trapa e São Cristóvão de Lafões

Endereço / Local

-- -
Santa Cruz da Trapa

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Edital de encerramento de 28-07-2003 da CM de São Pedro do Sul
Despacho de encerramento de 15-05-2003 do presidente do IPPAR
Parecer favorável de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 4-06-2002 da DR de Coimbra para o encerramento do processo e envio à CM para eventual classificação como de IM, por não ter valor nacional
Despacho de abertura de 10-10-1997 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 1-10-1997 da DR de Coimbra
Proposta de classificação de 28-06-1984 da DG do Turismo

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A família Malafaia instalou-se na região de São Pedro do Sul na segunda metade do século XVIII, edificando um solar na localidade de Santa Cruz da Trapa, situada a poucos quilómetros de São Pedro do Sul. O nome do arquitecto italiano Nicolau Nasoni tem vindo a ser ligado a este imóvel, atribuindo-se-lhe mesmo o seu traçado. Contudo, esta aproximação, tal como a de muitas outras obras nos arredores do Porto, é apenas estilística, não existindo documentos que o comprovem (FERREIRA-ALVES, 1989, p. 310). No caso do solar de Santa Cruz da Trapa tão pouco deixa de ser uma hipótese, que tem por base o apelido da família da segunda mulher de Nasoni, Antónia Mascarenhas de Malafaia. Por outro lado, e muito embora o arquitecto tenha falecido em 1773, ou seja, pouco depois da suposta edificação do imóvel, alguns autores (MOURO, 1996, p. 187) têm chamado a atenção para as semelhanças entre este imóvel e a casa da Quinta do Chantre, em Matosinhos, igualmente atribuída a Nasoni, situação que não nos parece tão óbvia.
O Solar dos Malafaias, de planta rectangular, forma um volume compacto, apenas animado pelas molduras dos diversos vãos que se abrem nas fachadas. Exemplifica de forma muito clara a tendência da arquitectura civil no nosso país, durante o período barroco, que se pautou pela horizontalidade dos volumes, pelo ritmo dos vãos e não por um desenvolvimento em profundidade com diversos planos. A importância dos seus proprietários é assinalada pela presença de um brasão sobre o portal principal, tal como se observa em Santa Cruz das Trapas, onde a pedra de armas da família Malafaia coroa a entrada. Esta é ladeada por duas janelas e, no segundo registo, encontram-se várias outras, de molduras trabalhadas, com lintel contracurvado e avental recortado.
O interior estruturava-se em função da cenográfica escadaria de ligação ao andar nobre.
Não se sabe ao certo porque razão o solar foi abandonado, já no século XX, mas a verdade é que esta conjuntura acabou por desencadear uma situação de degradação do imóvel, e as tentativas de reconstrução do mesmo, sob projecto do arquitecto Sérgio Infante, anunciadas em 1996, não foram ainda concretizadas (MOURO, 1996, p. 189).
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

A Região de Lafões: subsídos para a sua história

Local

Coimbra

Data

1996

Autor(es)

MOURO, Manuel Barros

Título

Nasoni, Nicolau, Dicionário de Arte Barroca em Portugal

Local

-

Data

1989

Autor(es)

ALVES, Joaquim Jaime Ferreira