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Igreja de Nossa Senhora da Conceição, matriz de Oleiros - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Nossa Senhora da Conceição, matriz de Oleiros

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Matriz de Oleiros / Igreja Paroquial de Oleiros / Igreja de Nossa Senhora da Conceição (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Castelo Branco / Oleiros / Oleiros - Amieira

Endereço / Local

Largo da Igreja
Oleiros

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 618/2014, DR, 2.ª série, n.º 142, de 25-07-2014 (ver Portaria)
Parecer favorável de 22-10-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 18-10-2012 da DGPC para desdobramento do procedimento
Procedimento (indevidamente) prorrogado até 31-12-2011 pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de homologação de 23-12-1996 do Ministro da Cultura
Parecer favorável de 10-09-1996 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 20-12-1995 da DR de Coimbra para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 13-10-1995 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 10-10-1995 da DR de Coimbra para abertura do processo de instrução da classificação do conjunto arquitectónico constituído pela Igreja Matriz de Oleiros e Igreja da Misericórdia de Oleiros

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O lugar de Oleiros fazia parte de um conjunto de doze povoações que integrava, já no século XII, os domínios do Priorado do Crato. Em 1194 este povoado foi integrado no conjunto de terras que D. Sancho I doou a D. Afonso Pelágio, prior da Ordem do Hospital.
Mais tarde as possessões dos Hospitalários foram divididas, e Oleiros tornou-se sede de concelho, desconhecendo-se a data exacta de atribuição de foral. A fundação da igreja matriz deverá datar desta época. Do templo medieval primitivo nada resta, uma vez que o edifício seria reconstruído cerca de 1532.
Dedicada actualmente a Nossa Senhora da Conceição, a igreja apresenta um modelo estrutural típico dos templos portugueses do segundo quartel do século XVI. De planta rectangular implantada longitudinalmente, é composta pelos volumes das naves e da capela-mor, cujo corpo é mais estreito e baixo, à qual se anexaram a sacristia e um outro espaço utilitário.
A fachada principal está bastante desvirtuada em relação ao modelo edificativo original, sendo rasgada por uma porta simples, encimada por frontão triangular alteado, que integra uma pequena composição azulejar com a representação da padroeira. Do lado esquerdo foi edificada a torre sineira, coroada por coruchéu.
O interior divide-se em três naves, marcadas por três tramos, cujos arcos assentam sobre colunas toscanas, numa estrutura derivada da arquitectura de gosto classicista. A cobertura é feita por tecto de madeira tripartido com caixotões decorados com pinturas de cenas do Antigo Testamento, feitas possivelmente já no século XVII. Ao fundo foi edificado o coro-alto de madeira, e as paredes laterais do templo possuem um lambril de azulejos, atribuídos a uma oficina lisbonense do segundo quartel do século XVIII. Do lado do Evangelho, adossado a uma coluna, foi construído o púlpito.
Em cada uma das naves laterais foi edificado um retábulo de talha dourada em estilo nacional, com tribunas. O espaço da capela-mor, cujas paredes são revestidas de azulejos, é coberto por um tecto de caixotões de madeira, também estes pintados. Ao centro foi edificado um grande retábulo de talha dourada em estilo nacional com tribuna ao centro.
Embora seja evidente a riqueza do seu programa decorativo, construído e complementado ao longo de dois séculos, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Oleiros terá sido votado a algum abandono a partir da segunda metade do século XVIII, uma vez que em 1784 se registava o estado de ruína do templo, sendo restaurada depois do período das Invasões Francesas.
No Verão de 2003, devido ao forte calor provocado pelos incêndios que assolaram a região, o retábulo da Matriz de Oleiros desagregou-se, pelo que se procedeu ao seu posterior restauro.
Catarina Oliveira
IPPAR/2006

Imagens

Bibliografia

Título

Guia de Portugal, Beira II - Beira Baixa e Beira Alta

Local

Lisboa

Data

1984

Autor(es)

DIONÍSIO, Sant'Ana

Título

Portugal antigo e moderno: diccionario geographico, estatistico, chorographico, heraldico, archeologico, historico, biographico e etymologico de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande numero de aldeias...

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

PINHO LEAL, Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de, FERREIRA, Pedro Augusto

Título

Novo Dicionário Corográfico de Portugal

Local

Porto

Data

1981

Autor(es)

FRAZÃO, A. C. Amaral

Título

Castelo Branco e a sua Região

Local

Coimbra

Data

1980

Autor(es)

NUNES, António Pires

Título

Memórias da vila de Oleiros e do seu concelho

Local

Angra do Heroísmo

Data

1881

Autor(es)

PIMENTEL, D. João Amaral