Saltar para o conteúdo principal da página

Terlamonte - detalhe

Designação

Designação

Terlamonte

Outras Designações / Pesquisas

Sítio de Terlamonte / Lugar de Terlamonte (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Conjunto Urbano

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Castelo Branco / Covilhã / Teixoso e Sarzedo

Endereço / Local

-

Proteção

Situação Actual

Procedimento caducado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma) , alterado pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Decorria o ano de 1996 quando se encontrou, em Terlamonte, um número expressivo de vestígios arqueológicos ao longo de uma grande área, razão pela qual um grupo de arqueólogos da Universidade de Coimbra, coordenada por Pedro Carvalho, realizou uma prospecção arqueológica e geofísica no local, ao mesmo tempo que se recolhiam amostras de carvões e pólens para caracterização da respectiva cobertura vegetal.
Os materiais recolhidos e a investigação efectuada parecem indicar tratar-se de uma villa romana, de pequena dimensão, edificada em torno do ano 50 d. C., habitada e explorada ao longo de 150 anos.
Na verdade, é possível reconstituir parcialmente o quotidiano de quem residia na villa, nomeadamente através da recolha de pesos de tear, de restos de fundição de uma forja e da identificação de um pequeno lagar, possivelmente para produção de azeite, elementos pertencentes à denominada pars rustica, em contraponto à pars urbana correspondente à residência (com cerca de 40m de comprimento) dos proprietários, propriamente dita, também ela reconhecida durante as escavações, que permitiram a recolha de abundantes fragmentos de materiais de construção romana, como tegulae - telhas rectangulares - e imbrex - telhas em forma de meia cana -, a par de cerâmica comum.
Um sítio romano cuja localização não surpreenderá, sobretudo se relembrarmos a proximidade de outras estações enquadradas no mesmo período, como no caso do 'Templo romano da senhora das cabeças', sendo que, em toda a Beira Interior, já foram totalizados, até ao momento, mais de 300 arqueossítios romanos, maioritariamente correspondentes a quintas e casais agrícolas de modestas dimensões.
[AMartins]

Bibliografia

Título

Estudos de Arqueobotânica na Quinta Romana de Terlamonte, Covilhã - II. Uma semente da quinta romana de Terlamonte

Local

Lisboa

Data

2004

Autor(es)

QUEIROZ, Paula Fernanda