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Centro de Interpretação das Rotas da Transumância / Palácio do Picadeiro - detalhe

Designação

Designação

Centro de Interpretação das Rotas da Transumância / Palácio do Picadeiro

Outras Designações / Pesquisas

Palácio do Picadeiro / Centro de Interpretação das Rotas da Transumância (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Palácio

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Castelo Branco / Fundão / Alpedrinha

Endereço / Local

Rua Professor João Mesquita Barbosa
Alpedrinha

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação (com Despacho de Abertura)

Cronologia

Anúncio n.º 197/2015, DR, 2.ª série, n.º 160, de 18-08-2015 (ver Anúncio)
Despacho de 2-07-2015 do diretor-geral da DGPC a determinar a abertura do procedimento da classificação
Proposta de abertura de 24-06-2015 da DRC do Centro
Em 31-05-1993 a CM do Fundãso, após deliberação nesse sentido, solicitou a continuação do processo de classificação
Proposta de classificação de 10-01-1986 da CM do Fundão

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
Localizado junto ao caminho de Alcongosta, na vila de Alpedrinha, o Palácio do Picadeiro foi edificado nas últimas décadas do século XVIII, albergando atualmente um núcleo museológico que integra o Centro de Interpretação da Rota da Transumância. Nas suas imediações situam-se a Capela de São Sebastião e o Chafariz Real, ou das Seis Bicas.
De planta retangular disposta longitudinalmente, o edifício divide-se em três pisos, apesar de a fachada enunciar apenas dois. O imóvel é precedido por um pátio quadrado, delimitado por muro, a que se chamava "Picadeiro" por ser aí que, à época da edificação, se realizavam treinos de equitação.
Apesar de modernizado pelas obras de adaptação a espaço expositivo, mantém o modelo de arquitetura solarenga original, com frontispício simétrico marcado pela abertura de janelas e portas, cuja divisão em três panos é assinalada pela disposição de contrafortes rematados por urnas. Os panos laterais são correspondentes, com porta rasgada na extremidade ladeada por uma janela e encimada por outras duas, todas de peito. O corpo principal apresenta porta rasgada ao centro, ladeada por janelas e encimada por varandim (a que foi retirada a guarda), também com duas janelas laterais. Sobre este foi colocado o brasão da família Sarafana, proprietária original do solar. A fachada lateral direita é visível, apresentando janelas de sacada, a esquerda está coberta por vegetação circundante e o espaço traseiro do imóvel está vedado ao público.
O interior divide-se em três andares, apresentando paredes de aparelho de granito que recriam a estrutura original, e o acesso aos andares superiores é feito por escadarias. A intervenção museológica alterou a disposição primitiva do espaço, embora o projeto executado tenha tido a preocupação de não desvirtuar a construção existente, não se sobrepondo a esta.
História
Mandado construir no último quartel do século XVIII pelo magistrado Francisco Sarafana, o Palácio do Picadeiro terá sido edificado sobre a "Casa Quadrada", uma antiga residência apalaçada pertencente à família Taborda que posteriormente passou para o domínio dos Jesuítas. A obra do novo palácio foi dirigida por Carlos Correia de Castro, mestre pedreiro minhoto, que executou um programa solarengo devedor de gosto barroco, harmonizado com o vizinho Chafariz Real, edificado em 1714. O projeto compreenderia uma estrutura mais ampla, mas ficou inacabado por falta de verba da família, que se manifestou aquando do falecimento prematuro dos encomendantes.
Depois da morte do proprietário e da sua esposa, D. Ana Luísa Serpe e Silva, o imponente edifício passou a ser habitado esporadicamente pela família, que o desocupou definitivamente em 1859. Depois desta data os Sarafana arrendaram o espaço, que até ao início do século XX teve inúmeras utilizações, nomeadamente como tribunal de comarca, oficina tipográfica do jornal Estrela da Beira e hospital temporário da Misericórdia. Depois de 1902, o imóvel entrou em progressiva decadência até que foi adquirido pela Câmara Municipal do Fundão em 1978. No ano de 1999 o espaço foi cedido à Liga dos Amigos de Alpedrinha, visando a reabilitação do espaço.
Depois de alguns projetos não concretizados - nomeadamente o que previa a adaptação do imóvel a Casa da Cultura, assinado pelo arquiteto José Castanheira em 2001 - o Palácio do Picadeiro foi finalmente recuperado em 2009, com o projeto do Centro de Interpretação da Rota da Transumância, da autoria do arquiteto Miguel Correia.
Catarina Oliveira
DGPC, 2016

Imagens

Bibliografia

Título

Alpedrinha

Local

Alpedrinha

Data

1988

Autor(es)

Junta de Freguesia de Alpedrinha

Título

Monografia de Alpedrinha

Local

Fundão

Data

2004

Autor(es)

MOTA, A. J. Salvado

Título

Palácio do Picadeiro: conhecer é uma viagem

Local

Fundão

Data

2009

Autor(es)

-