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Solar de Cambra - detalhe

Designação

Designação

Solar de Cambra

Outras Designações / Pesquisas

Casa de Prazias / Solar de Cambra (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Vouzela / Cambra e Carvalhal de Vermilhas

Endereço / Local

Largo do Cruzeiro
Cambra

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 716/2012, DR, 2.ª série, n.º 237, de 7-12-2012 (ver Portaria)
Edital de 29-07-2011 da CM de Vouzela
Despacho de homologação de 3-09-2009 do Ministro da Cultura
Edital de 22-07-2008 da CM de Vouzela
Parecer favorável de 11-06-2008 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Nova proposta de 13-12-2007 da DRC do Centro
Proposta de 18-07-2005 da DR de Coimbra do IPPAR para a classificação como IIP
Adenda de 11-05-2005 ao edital anterior da CM de Vouzela (publicitou a planta com a delimitação do bem e a ZP)
Edital de 3-05-2004 da CM de Vouzela
Despacho de abertura de 28-05-1984
Proposta de abertura de 24-05-1983 do IPPC

ZEP

Portaria n.º 716/2012, DR, 2.ª série, n.º 237, de 7-12-2012 (sem restrições) (ver Portaria)
Edital de 29-07-2011 da CM de Vouzela
Despacho de homologação de 3-09-2009 do Ministro da Cultura
Edital de 22-07-2008 da CM de Vouzela
Parecer favorável de 11-06-2008 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 13-12-2007 da DRC do Centro

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

As mais antigas referências que se conhecem relativas a uma casa ou quinta em Cambra remontam ao século XVII, quando uma das filhas de Maria Pinto de Azevedo e José da Costa, Maria Pinto de Azevedo, casou com o então proprietário da Casa de Cambra, Pedro da Silva e Almeida. Não se sabe qual a configuração da casa e da quinta nessa época, sendo comummente aceite a data de 1725 como a da edificação do imóvel que hoje conhecemos. Este, encontra-se implantado no denominado largo do Cruzeiro, com a capela, numa das extremidades do edifício habitacional, a dominar toda a envolvente.
Sobre o solar são muito poucos os dados disponíveis, embora a análise dos diferentes elementos que o compõem permita perceber que a extremidade da casa oposta à capela, de linhas mais simples, mesmo ao nível da abertura dos vãos, é resultante de uma intervenção posterior. Já a capela sabe-se que teve licença para benção em 1782, depois de ter sido remodelada a que existia no mesmo local ou no solar. Na verdade, esta foi instituída por testamento de João Pinto de Azevedo, tio do proprietário José Pinto de Azevedo Alcoforado Girão, que mandou erguer a capela, com quinze mil cruzados em dinheiro e foros de rendas para cumprir a celebração das missas por alma (LUCENA E VALE, 1966, p. 259).
No volume correspondente à casa, com dois pisos, o superior destinado a habitação e o inferior, de cariz utilitário, a arrumações e outros serviços, pouco há a assinalar. A depuração dos alçados conhece apenas uma excepção - o portal da fachada principal. De verga recta, é envolvido por moldura com volutas na zona superior, e rematado pelo brasão dos Pinto, Azevedo, Alcoforado e Girão, cuja cartela interrompe e faz elevar a linha do beirado. É um elemento desproporcionado relativamente à porta, e que só deverá ter sido aí colocado após 1776, data em que o brasão foi concedido. O próprio impacto deste elemento heráldico indicia a importância de que o mesmo se revestiu à época, tendo sido aplicado num lugar de destaque e obedecendo a uma imagem de poder e prestígio que certamente os seus proprietários pretendiam transmitir.
A capela, dedicada a São João Baptista destaca-se pela profusão de motivos fitomórficos a envolver os diversos vãos e elementos da fachada, o que contrasta vivamente com o alçado da casa de habitação. É delimitada por pilastras coroadas por fogaréus, é marcada pela abertura do portal superiormente recortado, encimado por um frontão triangular curvo, que se relaciona com a janela do coro. Esta, também recortada, é envolvida por uma moldura que termina num frontão de lanços contracurvados. Remate semelhante é o do próprio alçado do templo, com cruz ao centro. No interior, destaca-se o retábulo-mor, de talha rococó com vestígios de policromia, o tecto de caixotões com pintura decorativa e o coro alto.
A casa manteve-se na posse da mesma família, e em meados do século XIX, reuniu-se à Casa de Prazias, situada na freguesia de Cambra.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Solares rurais da Beira - Casa de Cambra, Beira Alta, n.º 2, vol. XXV, pp. 257-262

Local

Viseu

Data

1966

Autor(es)

VALE, Alexandre de Lucena e