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Igreja e Convento de São Francisco - detalhe

Designação

Designação

Igreja e Convento de São Francisco

Outras Designações / Pesquisas

Convento de São Francisco de Moura / Igreja de São Francisco (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Beja / Moura / Moura (Santo Agostinho e São João Baptista) e Santo Amador

Endereço / Local

Largo de São Francisco
Moura

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 215/2013, DR, 2.ª série, n.º 71, de 11-04-2013 (ver Portaria)
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 21-11-2012 da diretora-geral da DGPC
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Anúncio n.º 14988/2011, DR, 2.ª série, n.º 201, de 19-10-2011 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 6-06-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer de 31-05-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação como MIP
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Edital de 18-08-2006 da CM de Moura
Despacho de homologação de 23-05-2003 do Ministro da Cultura
Parecer de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP
Edital de 13-01-1997 da CM de Moura
Despacho de abertura de 4-11-1996 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 29-10-1996 da DR de Évora do IPPAR para a abertura da instrução do processo de classificação
Proposta de classificação de 15-10-1996 da CM de Moura
Processo iniciado em 1986 no IPPC

ZEP

Portaria n.º 215/2013, DR, 2.ª série, n.º 71, de 11-04-2013 (sem restrições) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 21-11-2012 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 14988/2011, DR, 2.ª série, n.º 201, de 19-10-2011 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 6-06-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer favorável de 31-05-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 1-09-2009 da DRC do Alentejo

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O Convento de São Francisco de Moura foi fundado em 1547, numa época em que D. João III incentivava a instituição de comunidades franciscanas por todo o sul do país. Na realidade, foi o monarca que doou aos franciscanos um terreno na vila de Moura, um bosque com uma casa, onde os frades se instalaram para a construção do cenóbio.
A obra de edificação, no entanto, haveria de se arrastar até à última década do século XVII, por falta de meios financeiros da comunidade franciscana. Algumas das zonas do convento seriam custeadas por habitantes locais, como foi o caso da capela-mor, mandada edificar por D. Isabel de Moura, o claustro, construído a expensas de Frei Martinho de Santo António, ou a abóbada da igreja, terminada já no século XVII com os donativos de Luís Pereira de Sequeira. O complexo conventual estava terminado em 1693, ano em que foi concluído o portal da igreja.
O edifício, de grandes proporções, foi construído segundo o modelo regional utilizado nas obras arquitectónicas das ordens mendicantes, observando as regras ditadas por Trento. Embora a sua edificação se tenha prolongado pelo período barroco da arquitectura nacional, o Convento de São Francisco manteve as linhas austeras e sóbrias próprias do figurino maneirista, destacando-se a cobertura da nave, com abóbadas de cruzaria, muito utilizadas na segunda metade do século XVI nos modelos de igrejas-salão.
O edifício do templo, disposto longitudinalmente, é composto pelos volumes da nave, da capela-mor e da ábside. A fachada tem como único elemento decorativo o portal em mármore, que embora tendo sido executado na década de noventa do século XVII prolonga o vocabulário maneirista. Apresentando um modelo retabular, a moldura rectangular é delineada por pilastras toscanas e ladeada por colunas jónicas, cujo entablamento é coroado por um nicho ladeado por volutas e pináculos, rematado por frontão triangular, onde foi colocada a imagem do padroeiro.
A estrutura da nave foi inspirada no tipo de espaço interior das igrejas-salão quinhentistas. Dividida em quatro tramos marcados por arcos de volta perfeita assentes sobre pilastras, o espaço é coberto por abóbada de cruzaria. Do lado do Evangelho foram edificadas quatro capelas laterais, comunicantes entre si, do lado da Epístola foi construída apenas uma. Os retábulos de talha que decoram o templo foram executados na segunda metade do século XVIII, segundo um gosto rococó.
Na estrutura interior da igreja de São Francisco destaca-se a designada Capela da Vieira, um magnífico espaço maneirista de planta semi-circular coberto por uma meia-cúpula em forma de concha, dividida em dois registos, marcados por duas ordens distintas, o primeiro com colunas jónicas, o segundo com coríntias, decoradas nas bases e nos suportes por cartelas de gosto flamengo. No remate do conjunto foi executado um friso decorado com relevos de ferroneries . Catarina Oliveira
IPPAR/2005

Imagens

Bibliografia

Título

A pintura em Moura - séculos XVI, XVII e XVIII

Local

Moura

Data

1999

Autor(es)

SERRÃO, Vítor, CAETANO, Joaquim Oliveira

Título

História da notável vila de Moura

Local

Moura

Data

1991

Autor(es)

CABRAL, Luiz de Almeida