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Edifício da Fábrica Real - detalhe

Designação

Designação

Edifício da Fábrica Real

Outras Designações / Pesquisas

Antigo Colégio de São Sebastião / Actual edifício da Câmara Municipal de Portalegre / Colégio de São Sebastião / Real Fábrica de Lanifícios de Portalegre / Fábrica Grande de Portalegre / Câmara Municipal de Portalegre(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Edifício

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Portalegre / Portalegre / Sé e São Lourenço

Endereço / Local

-- -
Portalegre

Proteção

Situação Actual

Procedimento caducado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma) , alterado pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Enviado à DRC Alentejo em 20-01-2009, para a instrução do processo de classificação
Parecer de 6-01-2009 do Departamento de Salvaguarda do IGESPAR, I.P., favorável à prossecução do processo de classificação
Memorando de 6-02-2008 da CM Portalegre, contrário ao eventual encerramento do processo de âmbito nacional
Despacho de 23-10 2006 da vice-presidente do IPPAR, no sentido de se proceder à audência prévia dos interessados
Proposta de encerramento de 25-09-2006 da DR de Évora do IPPAR, por o edifício já não ter valor nacional após as obras realizadas
Despacho de abertura de 14-01-1994 do presidente do IPPAR
Proposta de classificação de 13-01-1994 da DR de Évora do IPPAR
Proposta de classificação de 9-12-1992 da CM de Portalegre

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Em 1771 e no contexto de experiências manufactureiras já avançadas noutras cidades, como a Covilhã, o Marquês de Pombal decidiu criar, em Portalegre, a Real Fábrica de Lanifícios. A sua viabilidade justificava-se plenamente pela vasta tradição do comércio de lã e gado existente nesta área do Alentejo. Muito embora produzisse panos, a abundância de matéria-prima deveria justificar a especialização no fabrico de lanifícios, isto é "artigos finos e droguetes destinados a outros fins, que não o exército" (CUSTÓDIO, 1992, p. 288), que a diferenciava da sua congénere covilhanense.
O Governador de Armas da Província do Alentejo, Manuel Bernardo de Melo e Castro, foi o responsável pelo estabelecimento da Fábrica, oficialmente criada em 15 de Julho de 1772 (CUSTÓDIO, 1992, p. 289).
Para as suas instalações foi escolhido o antigo Colégio Jesuíta de São Sebastião, situado na Corredoura de Baixo. Este havia sido fundado em 1605, mas encontrava-se desabitado desde 1759, ano em que ocorreu a expulsão da Ordem e a nacionalização dos seus bens. Através das plantas subsistentes, é possível perceber as profundas alterações sofridas pelo edifício, muito embora a construção conventual tivesse obedecido a "(...) conceitos relacionados com as regras de clausura e de ordem interna do universo monástico, conceitos que, bem vistas as coisas, se integravam na lógica da disciplina fabril" (CUSTÓDIO, 1992, p. 292).
As dependências conventuais definiam-se em torno da igreja-salão, de característica maneiristas. Esta, apresentava capela-mor profunda, com duas capelas laterais. A nave, coberta por abóbada de berço, exibia três capelas laterais intercomunicantes. A entrada para o complexo conventual era feita através do alpendre que ainda hoje existe, e que tanto caracteriza o edifício na malha urbana da cidade.
Muito embora subsistam vestígios da sua anterior vocação, como é o caso das pinturas da abóbada da igreja, da primeira metade do século XVIII, todo o conjunto, incluindo a cerca, foi transformado de forma a poder receber a nova estrutura industrial, que representava a ascensão da burguesia e de uma mentalidade racional e profana (CUSTÓDIO, 1992, p. 292).
A reabilitação do espaço conventual foi concebida com grande rigor, espelhando a organização das oficinas próprias da indústria de lanifícios do século XVIII. O que permitiu a adaptação da Fábrica aos diferentes períodos que atravessou, sendo derrotada apenas pelas novas tecnologias do século XX. Neste espaço funcionou a manufactura das Tapeçarias de Portalegre, da firma Fino, o que, de alguma forma, manteve viva a história e a memória da antiga Fábrica Real.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

A Real Fábrica de Lanifícios de Portalegre. Algumas achegas documentais e iconográficas, A Cidade

Local

Portalegre

Data

1992

Autor(es)

CUSTÓDIO, Jorge

Título

História dos Lanifícios

Local

Lisboa

Data

1962

Autor(es)

DIAS, Luís Fernando Carvalho

Título

Lanifícios de Portalegre - do passado ao presente

Local

-

Data

1963

Autor(es)

MONTEIRO, Ângelo

Título

A Real Fábrica de Lanifícios de Portalegre

Local

-

Data

1981

Autor(es)

QUEIRÓS, Francisco Fortunato

Título

A Real Fábrica de Lanifícios de Portalegre (1772-1788) - Separata do I Encontro Nacional sobre o Património Industrial

Local

Coimbra

Data

1990

Autor(es)

MATOS, Ana Maria Cardoso de