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Igreja de Nossa Senhora da Purificação de Montelavar e respetivo adro - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Nossa Senhora da Purificação de Montelavar e respetivo adro

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Paroquial de Montelavar / Igreja de Nossa Senhora da Purificação(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Sintra / Almargem do Bispo, Pêro Pinheiro e Montelavar

Endereço / Local

Largo da Igreja
Montelavar

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Proposta de 6-01-2017 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para a desclassificação de duas construções situadas no adro da igreja, por não possuírem valor patrimonial
Anúncio n.º 95/2014, DR, 2.ª série, n.º 77, de 21-04-2014 (ver Anúncio)
Despacho de abertura de 3-02-2014 do diretor-geral da DGPC
Despacho de concordância de 1-11-2013 do Secretário de Estado da Cultura
Proposta de 16-10-2013 da DGPC para início de procedimento de desclassificação de duas construções situadas no adro da igreja, por não possuírem valor patrimonial
Portaria n.º 740-CU/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (ver Portaria)
Anúncio n.º 3175/2012, DR, 2.ª série, n.º 32, de 14-02-2012 (ver Anúncio)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Parecer de 26-10-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação como MIP
Proposta de arquivamento de 27-09-2011 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de encerramento de 3-05-2005 do vice-presidente do IPPAR (não produziu efeitos)
Proposta de encerramento de 24-08-2000 da DR de Lisboa, por ter sido descaracterizada pelas obras
Despacho de abertura de 19-10-1999 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 8-10-1999 da DR de Lisboa
Parecer de 11-07-1960 da JNE a propor a não classificação, por não ter elementos relevantes

ZEP

Proposta de alteração de 24-04-2017 da CM de Sintra
Em 20-02-2017 foi solicitado parecer à CM de Sintra
Proposta de 6-01-2017 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A igreja matriz de Montelavar é uma característica edificação religiosa do termo de Lisboa e um dos muitos exemplos que provam o dinamismo da imensa região rural em torno da capital pelas primeiras décadas do século XVI. Com efeito, e à semelhança de um considerável número de igrejas da zona, a paroquial de Montelavar teve uma primeira campanha construtiva manuelina, a que se seguiram diversos melhoramentos e reformulações ao longo dos dois séculos seguintes.
A parcela mais antiga do conjunto, e aquela que corresponde à primitiva edificação, é a capela-mor, de estrutura rectangular e a que se acede através de arco triunfal apontado, dotado de capitéis vegetalistas, fecho decorado com um busto de anjo e intradorso ornamento por rosetas. É um espaço de dois tramos, sendo o mais nascente diferenciado ao nível do pavimento (com três degraus), integralmente coberta por abóbada polinervada apoiada em mísulas e marcada axialmente por grandes bocetes decorados com elementos florais. Não conhecemos suficientemente o projecto manuelino da igreja, uma vez que o corpo do edifício foi radicalmente transformado algum tempo depois, mas é de supor que fosse de nave única coberta de madeira, assim se assumindo a hierarquia espacial tão característica da arquitectura religiosa rural do reinado de D. Manuel, em que as marcas qualitativas mais relevantes se concentravam no portal principal e na capela-mor.
No final do século XVII e inícios do seguinte, aproveitando um outro momento de grande desenvolvimento do reino, o templo foi objecto de uma grande campanha de obras, responsável, em termos gerais, pelo actual aspecto do conjunto. A fachada principal e a nave foram reconstruídas de raiz, e a elas se associaram, do lado Sul, a torre sineira, um alpendre (hoje fechado por janelas e com acesso a partir do exterior por portal de verga recta) e a sacristia.
A frontaria é de pano único entre pilastras-cunhais de cantaria e ostenta, axialmente, o portal, de arco abatido e encimado por tímpano curvo, a que se sobrepõe, no segundo registo, um janelão moldurado de perfil igualmente abatido. A empena é triangular, definida inferiormente por cornija que forma frontão triangular decorado com óculo circular no tímpano. A torre sineira, adossada à fachada principal, é de secção quadrangular, e eleva-se em dois andares, correspondendo o segundo às quatro arcadas sineiras, de arco de volta perfeita, terminando em domo ladeado por pináculos nos ângulos.
O interior, de nave única, tem as paredes revestidas por azulejos de padrão característicos do século XVII e possui coro-alto de madeira, adossado à frontaria e suportado por duas colunas. O tecto é de madeira, policromada com cartelas, e existe ainda um púlpito de caixa quadrangular do lado Norte. As paredes da capela-mor repetem o mesmo revestimento azulejar seiscentista e a face fundeira é integralmente ocupada por retábulo-mor de talha dourada joanina, realizado na primeira metade do século XVIII, de estrutura tripartida seccionada por pares de colunas salomónicas e duas arquivoltas no coroamento.
Sem registo de obras assinaláveis aquando do terramoto de 1755, esta igreja prova ter sido uma obra de qualidade arquitectónica acima da média, a ponto de não ser também intervencionada no século XVIII. Os primeiros trabalhos de restauro de que temos conhecimento aconteceram a partir de 1813, data em que se colocou o relógio circular na torre sineira. Algum tempo depois, o exterior foi beneficiado com uma intervenção consolidadora, acompanhada certamente por trabalhos de pintura e, provavelmente, de substituição de parcelas dos telhados.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

A arquitectura manuelina

Local

Vila Nova de Gaia

Data

2009

Autor(es)

DIAS, Pedro