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Património Cultural

Igreja Matriz de Castanheira do Ribatejo - detalhe

Designação

Designação

Igreja Matriz de Castanheira do Ribatejo

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de São Bartolomeu, matriz de Castanheira do Ribatejo / Igreja Paroquial de Castanheira do Ribatejo / Igreja de São Bartolomeu (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Vila Franca de Xira / Castanheira do Ribatejo e Cachoeiras

Endereço / Local

Largo de São José
Castanheira do Ribatejo

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 45 327, DG, I Série, n.º 251, de 25-10-1963 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Fundada em 1534, a igreja de São Bartolomeu foi mandada erigir por D. António de Ataíde, Conde da Castanheira, amigo pessoal de D. João III, humanista e mecenas, que terá transformado o espaço do seu senhorio "numa fábrica de lavrar à maneira de Itália" (RIBEIRO, José Alberto,1998,p.13). Ao longo da sua vida, o conde mandou edificar diversas obras na zona de Povos e Castanheira, nomeadamente o forte e o hospital da Misericórdia da Castanheira, já desaparecidos, o pelourinho de Povos, e uma capela privada da família Ataíde no Convento de Santo António da Castanheira, onde foi posteriormente sepultado.
A igreja mantém quase intacta a sua estrutura original, de tipologia renascentista, tendo apenas desaparecido a abóbada de nervuras que cobria a nave, destruída com o terramoto de 1755. O templo apresenta um modelo muito simples, de planta longitudinal composta pelos volumes da nave e da capela-mor.
A fachada principal, delimitada lateralmente por contrafortes, divide-se em dois registos. Na sobriedade do conjunto destaca-se o portal inserido em alfiz delimitado por colunas estriadas, com capitéis jónicos rematados por uma caveira e um florão, semelhantes aos modelos desenhados por Diego de Sagredo na obra Medidas del Romano. No extradorso do arco foram esculpidos dois medalhões com bustos, e a arquitrave foi decorada com relevos de motivos grutescos. Sobre o portal foi colocado o brasão de armas do Conde da Castanheira, e no segundo registo foi rasgada uma janela que ilumina a nave.
O espaço interior do templo, de nave única, é decorado em todos os panos murários por azulejos de tapete, com três padrões distintos, executados no século XVII. O arco triunfal, num modelo semelhante ao portal principal e em arco abatido, é ladeado por pilastras e decorado no extradorso por medalhões.
A capela-mor, de planimetria rectangular, é coberta por tecto de caixotões de madeira pintada, e o espaço é também coberto por azulejos de padrão. O retábulo-mor setecentista, em talha dourada, possui trono, tendo sido executado na mesma campanha de obras que os altares laterais, de modelo semelhante.
Catarina Oliveira

Imagens

Bibliografia

Título

Azulejaria Portuguesa

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

MECO, José

Título

Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1963

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de, FERRÃO, Julieta, GUSMÃO, Adriano de

Título

Ribatejo Histórico e Monumental

Local

Lisboa

Data

1938

Autor(es)

CÂNCIO, Francisco

Título

A capela sepulcral dos Ataíde no Convento de Santo António da Castanheira, Revista Cira, n.º 8

Local

Vila Franca de Xira

Data

1998

Autor(es)

RIBEIRO, José Alberto

Título

Antiguidades do moderno concelho de Vila Franca de Xira (1893), 2ªed

Local

Vila Franca de Xira

Data

1992

Autor(es)

MACEDO, Lino de

Título

Apontamentos sobre o Manuelino no Distrito de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

BASTOS, Fernando Pereira