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Igreja matriz do Crato - detalhe

Designação

Designação

Igreja matriz do Crato

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de Nossa Senhora da Conceição, matriz do Crato / Igreja Paroquial do Crato / Igreja de Nossa Senhora da Conceição(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Portalegre / Crato / Crato e Mártires, Flor da Rosa e Vale do Peso

Endereço / Local

Largo da Igreja
Crato

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 33 587, DG, I Série, n.º 63, de 27-03-1944 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Fundada cerca de 1232, no lugar de Ucrate, a vila do Crato foi instituída como parte integrante dos territórios doados por D. Sancho II à Ordem do Hospital. A igreja matriz da povoação terá sido edificada em meados do século XIII, como indica uma lápide colocada na nave do templo com a data de 1287 (PEREIRA, Paulo, RODRIGUES, Jorge, 1989, p. 15). O actual edifício, no entanto, é resultado de sucessivas transformações estruturais realizadas entre os séculos XV e XVII.
A primeira grande reforma de que a Matriz do Crato foi alvo data de meados do século XV, quando o Prior do Crato D. Frei Vasco de Ataíde mandou reedificar o templo. Foi a partir de então que o templo adquiriu a "(...) estrutura tardo-gótica que ainda enforma as 3 naves do corpo do edifício (...)" (Idem, ibidem).
No segundo quartel do século XVI o Infante D. Luís mandou executar a segunda camoanha de obras no edifício, que visou a remodelação da cabeceira, nomeadamente a reforma decorativa da capela-mor, tanto no interior como no exterior (Idem, ibidem).
A fachada principal, de gosto renascentista, é marcada pela disposição da torre tardo-gótica, que domina grande parte do frontispício. O portal principal de moldura rectangular é encimado por frontão triangular que enquadra uma lápide com o escudo dos Ataíde e dos Melo, com uma inscrição alusiva ao Prior D. Vasco de Ataíde, encimada pela Cruz de Malta (Inventário Artístico de Portugal, 2000). Sobre a porta existe um janelão rectangular com friso, e do lado esquerdo da fachada foi rasgado um óculo. Lateralmente, foi também edificado um portal com moldura rectangular, rematado por frontão com volutas enquadrando também as armas de D. Vasco de Ataíde e a Cruz de Malta.
O espaço interior, que mesmo com a reforma quinhentista manteve a estrutura tardo-gótica de três naves, apresenta cinco tramos divididos por arcos quebrados, sendo a cobertura das naves feita por abobadamento. Estas abóbadas não integravam o edifício quatrocentista, tendo sido edificadas durante o restauro executado no ano de 1891. A cabeceira conserva também a sua planimetria original, comportando dois absidíolos correspondentes às naves laterais, que estão completamente cobertos por talha dourada seiscentista.
A capela-mor foi totalmente refeita, estando dividida em duas áreas distintas. A primeira de gosto renascentista é definida pelo arco triunfal e coberta por abóbada de caixotões, pintados com ornamentos alusivos aos Hospitalários (PEREIRA, Paulo, RODRIGUES, Jorge, 1989, p. 17). A segunda, também abobadada, foi acrescentada no século XVII para "(...) dar profundidade cenográfica à instalação do retábulo em talha (...)" (Idem, ibidem, p. 16). No século XVIII, todo o espaço da capela-mor foi revestido de painéis de azulejos azuis e brancos, com representações de Passos da Vida da Virgem, e nas paredes laterais foi edificado o cadeiral.
Catarina Oliveira
IPPAR/2005

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém

Local

Lisboa

Data

2000

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos

Título

Guia Artístico do Crato

Local

Crato

Data

1989

Autor(es)

PEREIRA, Paulo, RODRIGUES, Jorge