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Conjunto de pilares existentes na margem esquerda do rio Tejo - detalhe

Designação

Designação

Conjunto de pilares existentes na margem esquerda do rio Tejo

Outras Designações / Pesquisas

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pilar

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Santarém / Abrantes / São Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo

Endereço / Local

-- na margem esquerda do rio Tejo, junto à Avenida Marginal
Rossio ao Sul do Tejo

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 251/70, DG, I Série, n.º 129, de 3-06-1970 (ver Decreto)
Despacho de homologação de 10-01-1969 do Subsecretário de Estado da Administração Escolar
Parecer de 20-12-1968 da 4.ª Subsecção da 2.ª Secção da JNE a propor a classificação como IIP
Proposta de classificação de 13-11-1968 da DGEMN, após solicitação da CM de Abrantes

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A cidade de Abrantes, situada nas margens do rio Tejo, viveu desde sempre em íntima relação com a sua situação ribeirinha. Pelo Tejo se fazia o transporte privilegiado de pessoas e mercadorias, obrigando a vencer desníveis e estabelecer ligações por meio de vários cais, pontões e pontes lançadas. Do conjunto de 16 pilares erguidos na margem esquerda do rio, junto à povoação, já muito se disse: evocando um passado prestigiante, quis-se ver no conjunto os vestígios de uma ponte romana, da qual Francisco de Holanda dera notícia em 1571. Outra versão referia a estrutura de um cais de origem medieval, possivelmente datando da época seguinte à reconquista cristã de Abrantes, a partir de 1148, quando a vila se encontrava em estado de ruína No entanto, está hoje definida a datação oitocentista dos pilares, construídos em 1811, e destinados a sustentar um dos vários ancoradouros que então permitiam a ligação entre margens por intermédio de barcos. A este género de cais fazem referência documentos da época, como o programa adoptado pela Câmara Municipal de Abrantes em 1843, aquando da visita da rainha D. Maria II e do rei D. Fernando à localidade; nele se menciona "o sítio do embarque à margem esquerda do Tejo", onde seria oferecido à família real "o barco que a Câmara ali tem preparado" (MORATO, MOTA, 1981, p. 183). Onde se erguem os pilares, justamente na margem esquerda, fazia-se o embarque para a localidade; do cais de desembarque restam igualmente alguns vestígios de estacaria, esta em madeira, na margem direita do rio. O cais ficaria enquadrado por uma praça ou Rossio fronteira ao rio, área privilegiada de embarques e desembarques, rodeada de casario, e com situação relativamente central.
Os pilares da margem esquerda são constituídos por caixas rectangulares em talude, talhadas em ângulo nas faces menores, voltadas para o rio, de forma a servirem de quebra-mar. As faces maiores são escavadas em profundidade, lembrando dois pilares lado a lado, e possuindo secção com a forma de um H. Os primeiros pilares desde o rio vão crescendo em altura até c. de 5 m, e os restantes seguem à mesma cota, de modo a sustentar uma rampa e uma plataforma nivelada (hoje inexistente).SML

Imagens