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Termas de São Vicente - detalhe

Designação

Designação

Termas de São Vicente

Outras Designações / Pesquisas

Balneários de São Vicente
São Vicente do Pinheiro / Termas de São Vicente / Balneário Romano de São Vicente(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Termas

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Penafiel / Termas de São Vicente

Endereço / Local

- -
São Vicente do Pinheiro

Proteção

Situação Actual

Procedimento caducado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

(Ver ficha do Balneário romano de São Vicente do Pinheiro)
Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma) , alterado pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 14-07-1999

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Atualmente as Termas de São Vicente, também conhecidas como Balneários de São Vicente do Pinheiro integram, num recinto com cerca de cinco hectares, para além de um balneário luso-romano, um complexo termal formado por hotel, edifício termal e parque de desporto e lazer.
O balneário do período romano, localizado junto à Ribeira da Camba, foi construído com o objetivo de aproveitar as águas medicinais carbonatadas e sódicas que aí brotam. As escavações arqueológicas realizadas pelo investigador José Fortes, no início do século XX, quando se procedeu à construção do complexo termal que hoje conhecemos, colocaram à vista um conjunto de muros de aparelho regular que deveriam suportar uma cobertura de tegula e imbrex sobre estrutura de madeira. Segundo este investigador, o balneário que teria sido construído no século II foi abandonado no século V.
Integrando um edifício único, estas antigas termas medicinais apresentam duas entradas, uma das quais dá acesso a um compartimento de planta quadrangular, através do qual se pode entrar num outro compartimento similar, sendo que um deles teria funcionado como apodyterium, embora de ambos se acedesse ao frigidarium, localizado numa sala centralizada e situada a uma cota inferior relativamente aos restantes aposentos. Este mesmo compartimento encontra-se aberto para um outro de planta rectangular, onde se situa uma piscina com cerca de 1 m de profundidade, circundado por um banco corrido. Em frente a esta sala observa-se outro compartimento também com piscina, desta feita de topo semicircular e igualmente rodeada por bancada.
Relativamente aos aposentos aquecidos por hypocaustum, eles situam-se no topo sul deste complexo termal. Os compartimentos desta zona assentavam sobre os arcos das fornalhas (onde se encontrava uma grande bacia de bronze para produção do necessário vapor) e foram pavimentados com tegulae cobertas com opus signinum. Precedendo estas salas encontra-se ainda um aposento de pequenas dimensões e de planta rectangular, que deveria funcionar como guarda-vento dos compartimentos aquecidos.
A Este do edifício detetou-se ainda a captação de água da nascente conduzida até à zona de serviços em caleiros de pedra cobertos por lajes de xisto ou granito.
Além do edifício foram descobertos um forno destinado à produção de cerâmica e uma necrópole, situada a 100m das termas.
O complexo termal construído já no início do século XX (1902), localiza-se junto às estruturas romanas integrando uma captação de água. Esta proximidade do estabelecimento à água medicinal como forma de preservar as suas propriedades foi uma novidade na época. O edifício principal das termas apresenta, como complemento de uma das fachadas laterais, uma torre de planta hexagonal rematada, na parte superior, por um interessante varandim-miradouro. É no piso térreo desta torre que se situa o ponto de captação da nascente. Junto do edifício das termas encontra-se o hotel, estando ambos os espaços inseridos numa zona verde que, no projeto original, apresentava um cariz romântico integrando ainda uma gruta, uma capela e um lago.
Hoje em dia todo este conjunto apresenta-se algo alterado, tendo as obras de 2008 afetado em grande medida o carácter romântico de inícios do século XX, sobretudo no que diz respeito à área verde como elemento de ligação das diversas componentes deste complexo termal, um dos mais interessantes no contexto das termas de início de século em Portugal.
Maria Ramalho/DGPC/Novembro/2014

Imagens

Bibliografia

Título

Balineum luso-romano de S. Vicente do Pinheiro

Local

Porto

Data

1902

Autor(es)

FORTES, José T. Ribeiro

Título

Monte Mózinho. Apontamentos sobre a ocupação entre Sousa e Tâmega em época romana, Boletim Municipal de Cultura

Local

-

Data

1984

Autor(es)

SOEIRO, Teresa