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Capela de São Francisco e Casa-Hospício - detalhe

Designação

Designação

Capela de São Francisco e Casa-Hospício

Outras Designações / Pesquisas

Capela de São Francisco, incluindo a cerca e o adro / Hospício, Casa e Capela de São Francisco(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Mista / Conjunto

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Paços de Ferreira / Freamunde

Endereço / Local

-- -
Freamunde

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Anúncio n.º 13484/2012, DR, 2.ª série, n.º 188, de 27-09-2012 (ver Anúncio)
Despacho de arquivamento de 6-03-2012 do diretor-geral da DGPC
Parecer de 29-02-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor o arquivamento, por não ter valor nacional br>Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Proposta de arquivamento de 1-07-2011 da DRC do Norte, por não possuir relevância nacional
Despacho de concordância de 11-09-2000 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 5-09-2000 da DR do Porto para a redefinição da área em vias de classificação, de forma a incluir a cerca e o adro
Despacho de abertura de 14-10-1996 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 4-10-1996 da DR do Porto para a Capela de São Francisco
Proposta de de 8-11-1991, de particular, para a classificação da Capela de São Francisco e sua Casa-Hospício

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

De acordo com os poucos dados disponíveis, no início do século XVIII já existia uma pequena ermida ou oratório dedicado a São Francisco, onde funcionava uma confraria, que dispunha de alguns recursos (DINIZ, 1985, p. 63). Não se sabe, todavia, em que data esta foi instituída, nem a que época remonta o primitivo oratório, cuja expressão e importância não é possível determinar. Apenas é possível perceber que esta primeira construção foi demolida em 1734, para dar lugar à capela que hoje conhecemos, oficialmente sagrada em 1743. No lintel da porta, a data de 1737 corresponde, muito possivelmente, à conclusão dos trabalhos de pedraria, prolongando-se, nos anos seguintes, a campanha decorativa do interior.
A fachada principal, com pilastras nos cunhais, encimada por um pináculo e, do lado oposto, pela torre sineira, termina em empena interrompida por um brasão encimado por cruz. Ao centro, abre-se o portal de verga curva, com cornija saliente e frontão triangular interrompido pelo nicho que, por sua vez, é flanqueado por duas janelas de linhas rectas. No tímpano, e beneficiando de um maior destaque, encontra-se o emblema da Irmandade. A sineira é coroada por um frontão de volutas. Tal como nas restantes fachadas, também a principal é caracterizada por uma enorme depuração, numa arquitectura chã que concentra no eixo vertical do portal os elementos de maior decorativismo e simbolismo.
No interior, de nave única e capela-mor rectangulares, revestem-se de especial interesse os diversos elementos de talha dourada e polícroma e, em particular os retábulos colaterais, cortando os ângulos da nave e o retábulo-mor. É possível que todos estes trabalhos sejam já de época posterior, uma vez que acusam alguma depuração mais próxima de um gosto neoclássico. O tecto, em estuque, exibe motivos geométricos.
Após a reconstrução da igreja teve início a obra da Casa-Hospício, entregue à Ordem Terceira de São Francisco. Esta liga-se ao templo através de um muro com merlões aberto por dois portões, e o seu edifício pauta-se por um enorme despojamento.
Este conjunto arquitectónico forma um adro no qual se encontra o cruzeiro, aqui implantado desde 1992.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Ermidas e Capelas de Paços de Ferreira

Local

Paços de Ferreira

Data

1985

Autor(es)

DINIZ, Manuel Vieira