Saltar para o conteúdo principal da página

Palacete na Rua Monsenhor Vieira de Castro - detalhe

Designação

Designação

Palacete na Rua Monsenhor Vieira de Castro

Outras Designações / Pesquisas

Palacete na Rua Monsenhor Vieira de Castro / Palacete da Companhia de Fiação de Fafe / Museu da Imprensa de Fafe (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Palacete

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Fafe / Fafe

Endereço / Local

Rua Monsenhor Vieira de Castro
Fafe

Número de Polícia: 87

Proteção

Situação Actual

Procedimento caducado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Despacho de 6-06-2011 do diretor do IGESPAR, I.P. a considerar o procedimento caducado, nos termos do art.º 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma), uma vez que não tinha competência para o prorrogar
Proposta de arquivamento de 30-03-2011 da DRC do Norte, por não ter valor nacional
Procedimento (indevidamente) prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de homologação como VC de 14-09-1983 do Ministro da Cultura

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O actual Museu da Emigração e das Comunidades Portuguesas instalou-se propositadamente numa Casa de Brasileiro, tipologia arquitectónica e artística de pendor depreciativo até há escassas décadas, mas que é considerada, hoje, uma das mais interessantes manifestações sociais daquele imenso grupo de imigrantes no Brasil que, ao tornar da viagem, decidiram exibir a sua riqueza nas terras que os viram partir.
O palacete foi construído em 1860 e ficou a dever-se a José Florêncio Soares, nascido em 1824 e emigrado a partir de 1837, com apenas 13 anos. Pouco mais de vinte anos depois, contando 35 anos de idade, já havia regressado a Fafe e era, então, um dos maiores proprietários fundiários do concelho. No final da vida, integrando já a maçonaria, foi Presidente da Câmara e esteve envolvido numa série de melhoramentos na vida do município, nomeadamente na fundação do Hospital da Misericórdia, na criação da Fábrica do Bugio, em São Martinho de Silvares e na construção do reservatório de água, que abastecia parte da população.
É um edifício característico do século XIX, em meio urbano, cuja longa fachada principal se volta à via pública. A entrada faz-se por portal axial de arco de volta perfeita, ladeado por três janelas de idêntica feição. O andar nobre repete a organização de vãos do anterior, com sete janelões que abrem para uma varanda corrida de secção contracurvada, ligeiramente mais larga ao centro. A frontaria termina em platibanda, sobrepujada por pequeno frontão central com medalhão no tímpano. De ambos os lados do edifício, abrem-se dois grandes portões que permitem o ingresso na propriedade e nas áreas ajardinadas.
Em 2001, a Câmara Municipal decidiu converter o antigo palacete em Museu. Através do investimento preferencial em novas tecnologias, criou-se uma "plataforma comunicacional" de impacto internacional, organizada em seis salas virtuais: memória; diáspora; ascendência; comunidades; lusofonia; conhecimento e casa-museu.
Paulo Fernandes | DIDA | IGESPAR, I.P.
19.07.2007