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Núcleo construído da Quinta (ou Granja) do Vimeiro - detalhe

Designação

Designação

Núcleo construído da Quinta (ou Granja) do Vimeiro

Outras Designações / Pesquisas

Núcleo construído da Quinta da Granja
Núcleo construído da Quinta do Vimeiro / Quinta do Vimeiro(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Núcleo Urbano

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Leiria / Alcobaça / Vimeiro

Endereço / Local

-- -
Vimeiro

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Despacho de revogação de 4-09-2008 da subdirectora do IGESPAR, I.P.
Proposta de revogação de 21-08-2008 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo
Despacho de abertura de 2-12-1997 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 24-11-1997 da DR de Lisboa
Parecer de 12-07-1990 do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação como IIP
Proposta de 6-10-1987 do IPPC para o encerramento, por não ter valor nacional
Proposta de classificação de 14-10-1982 da Comissão Instaladora do MNAA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Toda a zona do Vimeiro, provavelmente erma à época da Reconquista, foi repovoada pelos monges cistercienses do Mosteiro de Alcobaça, que em meados do séc. XII receberam de D. Afonso Henriques carta de couto. A actual povoação do Vimeiro seria, na sua origem, uma vasta propriedade pertencente ao mosteiro, e conhecida ainda no século XIII como Granja do Vimeiro. Em 1296, por ordem de D. João Martins de Soalhães, Bispo de Lisboa, procedeu-se à divisão e delimitação das paróquias dos Coutos de Alcobaça, com a Granja do Vimeiro incluída na paróquia de Alvorninha (no actual concelho das Caldas da Rainha). Por esta altura, já a quinta propriamente dita havia sido edificada (estaria construída antes de 1269), constituindo um exemplo típico da organização dos espaços cistercienses.
Ainda hoje se pode ver a antiga casa da Quinta do Vimeiro, edifício que sofreu diversas intervenções ao longo do tempo. O elemento arquitectónico mais interessante será a varanda alpendrada com colunas, acessível através de uma escadaria exterior, sob a qual se rasgam duas arcadas de acesso às arrecadações do nível térreo. A mesma fachada é encimada por uma pequena sineira. Existe ainda uma capela, reedificada em 1745, de acordo com a data inscrita no portal.
Na Quinta do Vimeiro, em tempos designada Quinta do Frade, funcionou uma importante escola agrícola com lagares de azeite e de vinho, adega e celeiro. A fama dos pomares cistercienses e das frutas de Alcobaça chegava a todo o reino. De resto, a actividade agrícola dos monges era de tal forma importante que as actuais e afamadas práticas agrícolas da região ainda são subsidiárias desta, e a agricultura continua a ser a actividade dominante em todo o concelho. Os monges foram também silvicultores, tendo conservado as matas do Vimeiro durante séculos. No século XVIII, o maior talhão de mata de folhosas dos Coutos de Alcobaça localizava-se justamente em torno do lugar do Gaio (Vimeiro), estando adstrita à Granja do Vimeiro.
Até 1834, a Granja foi vigaria de apresentação do Dom Abade Geral de Alcobaça. Com a extinção das Ordens Religiosas termina a actividade dos monges cistercienses na freguesia, sendo os seus bens e propriedades apropriados pela Fazenda Nacional e posteriormente vendidos. A mata é ainda pertença do Estado.
Sílvia Leite / DIDA - IGESPAR, I.P. / 2011

Imagens