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Núcleo Histórico do Colégio Militar - detalhe

Designação

Designação

Núcleo Histórico do Colégio Militar

Outras Designações / Pesquisas

Antigo Hospital de Nossa Senhora dos Prazeres / Antigo Hospital da Luz / Palácio dos Condes de Mesquitela / Hospital de Nossa Senhora dos Prazeres / Hospital da Luz / Colégio Militar (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Colégio Militar (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Palácio dos Condes de Mesquitela / Colégio Militar (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Núcleo Histórico

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Carnide

Endereço / Local

Largo da Luz
Lisboa

Proteção

Situação Actual

Procedimento caducado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)
Proposta de 23-12-2010 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a revogação do despacho de abertura, por não ter valor nacional, e o envio à CM de Lisboa para a ponderação da classificação como de IM
Proposta de 17-07-1995 do Colégio Militar para alteração da área a classificar
Despacho de abertura de 17-03-1995 do presidente do IPPAR
Proposta de 13-03-1995 da DR de Lisboa para a abertura da instrução de processo de classificação
Proposta de classificação de 30-01-1995 do Gabinete do Colégio Militar

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Este núcleo histórico é constituído pelo antigo Hospital de Nossa Senhora dos Prazeres e pelo Palácio dos Condes de Mesquitela. A construção do Hospital de Nossa Senhora dos Prazeres, fronteiro ao largo da Luz, deveu-se à acção mecenática de uma das personalidades mais importantes do humanismo português, a Infanta D. Maria, filha do rei D. Manuel e da sua terceira mulher, D. Leonor. Em decisão testamentária, a Infanta fez doação dos seus bens à igreja da Luz, onde viria a receber sepultura, manifestando o desejo de criação de um hospital que desse apoio aos peregrinos deste santuário e albergasse mais de meia centena de doentes. O novo hospital e a sua capela, dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres, vinha substituir a gafaria medieval e capela anexa, da invocação do Espírito Santo, que havia atraído muitos devotos antes do novo culto da Senhora da Luz. A construção do hospital teve o seu início em 1601, tendo sido inaugurado em 1618. Trata-se de um edifício sóbrio mas monumental, com planta em cruz latina em torno de um claustro, ao centro do qual existe uma grande cisterna. A fachada desenvolve-se em três pisos com frisos de cantaria, com uma arcaria redonda no piso térreo, destacando-se a pedra de armas sobre a porta principal e o nicho em cantaria do registo superior, sob frontão triangular com o símbolo da Ordem de Cristo, onde figura uma escultura da padroeira. Jerónimo de Ruão poderá ter estado ligado à fase inicial da obra do hospital, onde trabalharia posteriormente o arquitecto régio Baltazar Álvares.
O vizinho Palácio dos Condes de Mesquitela também serviu como enfermaria do hospital, e foi integrado no núcleo do Colégio Militar quando este se instalou no edifício, no início do século XIX. O palácio é um dos expoentes da arquitectura civil portuguesa do século XVIII, integrando também uma capela. No interior e nos jardins existem magníficos painéis de azulejos com temática alusiva às artes liberais e a figuras mitológicas, típicos da época.
Sílvia Leite / DIDA- IGESPAR, I.P. / 2011

Imagens