Saltar para o conteúdo principal da página

Casa da Quinta do Pátio de Água e Ermida de Santo António (conjunto) - detalhe

Designação

Designação

Casa da Quinta do Pátio de Água e Ermida de Santo António (conjunto)

Outras Designações / Pesquisas

Casa da Quinta de Santo António e Ermida de Santo António (conjunto) / Casa da Quinta do Pátio de Água e Ermida de Santo António / Casa da Quinta de Santo António (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Mista / Conjunto

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Setúbal / Montijo / Montijo e Afonsoeiro

Endereço / Local

Avenida dos Pescadores
Montijo

Número de Polícia: 78

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 5/2002, DR, I Série-B. n.º 42, de 19-02-2002 (ver Decreto)
Edital N.º 61/98 de 27-10-1998 da CM de Montijo
Despacho de homologação de 25-08-1998 do Ministro da Cultura
Proposta de 19-08-1998 do IPPAR para a classificação como IIP
Edital N.º 29/97 de 19-05-1997 da CM de Montijo
Despacho de abertura de 21-08-1996 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 16-08-1996 da DR de Lisboa do IPPAR para a abertura da instrução de processo de classificação
Parecer de 11-02-1994 da 1.ª Secção do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP
Informação favorável de 30-11-1990 do IPPC
Proposta de classificação de 10-07-1990 da CM de Montijo

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A ermida de Santo António integra-se num conjunto arquitectónico, recuado em relação ao enquadramento urbano, e que compreende para além da ermida, uma casa de habitação, de grandes dimensões ligada a um pequeno edifício de dois pisos, onde já esteve instalada a sacristia da igreja.
A casa apresenta uma planta em forma de L, com torreão. Na fachada principal, destaca-se a escadaria, revestida por azulejos azuis e brancos, que termina num alpendre de reduzidas dimensões. Uma galeria estabelece a ligação entre a casa e a capela. O interior do imóvel é todo ele revestido por painéis de azulejo, muitos dos quais provenientes do Pavilhão dos Desportos, em Lisboa, depois da sua aquisição pelo então proprietário da Quinta, comandante Santos Fernandes, no início do século XX. Estes azulejos deverão ter sido integrados no decorrer do restauro do imóvel, que seguiu o projecto traçado pelo arquitecto Pardal Monteiro, em 1914. No pátio que antecede a Casa e a capela, destaca-se o poço, ao centro. A área posterior corresponde à Quinta.
A edificação da ermida deverá remontar ao final do século XVI, por doação de D. Francisca Rodrigues, viúva de Duarte Rodrigues Pimentel, fidalgo de D. João III, ocorrida em 1590 (RAMA, 1906, p. 45).
De acordo com a inscrição patente na galilé, em meados do século XVIII (1744) a ermida foi alvo de uma campanha de obras de ampliação, mandada executar a expensas de Francisco de Novaes Quesado Pimentel de Faria Cerveira, que pretendia aqui sepultar a sua família. Remonta a esta época a colocação do seu brasão no arco triunfal.
Com o Terramoto de 1755, a igreja sofreu grande ruína, pelo que, em 1789, decorria nova intervenção, custeada por Simão Neto Pereira Pato de Novais Pimentel. Até esta data, a ermida e a Quinta permaneceram na mesma família que as instituiu. No entanto, a filha de Simão Pimentel, a quem couberam, por herança, os bens patrimoniais da família, casou com o segundo marquês de Soidos, D. António Luís Pereira Coutinho Pacheco de Vilhena da Fonseca e Brito de Mendonça Botelho, família à qual passa, então, a pertencer toda a propriedade (GRAÇA, 1989, p. 79).
As obras da última campanha parecem nunca ter sido totalmente concluídas (RAMA, 1906, p. 46) e com o advento do liberalismo, a ermida esteve interdita ao culto durante mais de um século. A sua reconstrução, a pedido do novo proprietário, António Santos Fernandes, data já do século XX, e esteve a cargo do Arquitecto Pardal Monteiro, que desenhou o projecto em 1919. A sua execução, sob orientação e colaboração do Padre Pólvora decorreu entre os anos de 1940 e 1953.
A intervenção recaiu sobre a fachada, tendo sido recuada a entrada com o objectivo de criar uma pequena galilé, ao mesmo tempo que se integrou a rosácea, o campanário, e os três vitrais sobre as janelas, executados nos anos 40 por Ricardo Leone. Note-se que o painel de azulejos existente na galilé é idêntico aos da nave, o que vem corroborar a ideia de que a igreja englobava o espaço que hoje conhecemos como galilé. Resulta desta campanha uma estrutura arquitectónica de grande simplicidade, empregando uma linguagem clássica de gosto revivalista, que se deverá, em muito, à intervenção do arquitecto Pardal Monteiro.
No interior, destacam-se os painéis de azulejo que revestem a nave da ermida, azuis e brancos, mas com moldura policroma de gosto rocaille, que representam cenas da vida de Santo António. Estes deverão remontar à campanha de obras do final do século XVIII, tal como retábulo de talha dourada da capela-mor.
Uma intervenção arqueológica de 2009, efectuada em toda a área da Ermida, permitiu identificar 11 enterramentos e um ossário, dos séculos XVI a XVIII. (Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Edifícios e monumentos notáveis do concelho do Montijo

Local

Montijo

Data

1989

Autor(es)

GRAÇA, Luís

Título

Subsídios para a História do Concelho do Montijo - cronologia geral

Local

Montijo

Data

1992

Autor(es)

LUCAS, Isabel

Título

Coisas da Nossa Terra - breves notícias da Villa de Aldeia Gallega do Riba-Tejo

Local

-

Data

1906

Autor(es)

RAMA, José de Sousa