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Pelourinho de Britiande - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Britiande

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Britiande (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Lamego / Britiande

Endereço / Local

Largo da Capela de São Sebastião
Britiande

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A antiga honra de Britiande, ou Breteandi , foi uma beetria , doada por D. Afonso Henriques ao seu aio Egas Moniz, que nela residiu. Desde então, e até finais do século XIV, várias honras e municípios se juntaram ao julgado e concelho de Britiande. Em 1395, e devido ao sequestro de todos os bens do seu último senhor, Martim Vaz da Cunha, por traição ao rei D. João I, as honras dispersaram-se. Algumas formaram concelhos autónomos, outras foram integradas em senhorios ou concelhos vizinhos. Britiande entrou no termo do concelho de Lamego, embora tenha visto a sua autonomia restaurada no ano seguinte. Teve muitos senhores, após este período, entre os quais os 1º, 2º e 3º Duques de Bragança. O último donatário foi D. Jorge de Lencastre, filho bastardo de D. João II, que madou erguer o pelourinho da localidade, em 1550. Após a sua morte, e pela extinção de todas as beetrias do reino, Britiande perdeu definitivamente a sua autonomia.
O pelourinho foi demolido em data incerta, ficando os seus fragmentos dispersos. Em 1997, a Junta de Freguesia procedeu ao restauro do mesmo, tendo sido possível integrar o capitel e a peça de remate originais; os restantes elementos, nomeadamente os degraus e o fuste, são de factura moderna. O monumento ergue-se num largo da freguesia, junto da capela de São Sebastião. Assenta em plataforma de três degraus octogonais, de aresta, sendo os dois inferiores muito largos, e o superior servindo de base da coluna. Esta possui fuste de secção quadrada, com arestas chanfradas a partir de curta distância da base, de forma a tomar a secção octogonal. O capitel, parcialmente truncado, é composto por moldura circular encordoada, onde assenta cesto inteiramente lavrado com delicados motivos vegetalistas, encimado por ábaco ou tabuleiro quadrado, em duas molduras sobrepostas. O remate é um bloco quadrangular com faces molduradas, em cada uma figurando um relevo heráldico, alternando a cruz de Avis com a de Santiago. Esta peça encontra-se partida no topo e numa das faces.
D. Jorge de Lencastre era, recorde-se, Mestre das Ordens de Avis e Santiago da Espada, motivo pelo qual as cruzes, também seus emblemas pessoais, se encontram no pelourinho.
Sílvia Leite

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde