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Ermida de São Sebastião - detalhe

Designação

Designação

Ermida de São Sebastião

Outras Designações / Pesquisas

-

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Ermida

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Setúbal / Montijo / Montijo e Afonsoeiro

Endereço / Local

Rua Joaquim de Almeida
Montijo

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

Edital n.º 80/2009 de 25-06-2009 da CM do Montijo, publicado no Jornal do Montijo de 3-07-2009
Despacho de 25-06-2009 do presidente da CM de Montijo a determinar a classificação como de IM
Deliberação de 24-06-2009 da CM de Montijo a propor a classificação como de IM
Em 14-04-2009 foi dado conhecimento do despacho à CM de Montijo
Despacho de revogação de 24-03-2009 do director do IGESPAR, I.P.
Nova proposta de 19-03-2009 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a revogação do despacho de abertura do procedimento de âmbito nacional
Edital N.º 135/2008 de 4-09-2008 da CM de Montijo
Deliberação de 20-08-2008 da CM de Montijo a determinar a abertura de procedimento de classificação como de IM
Proposta de 5-01-2003 da DR de Lisboa para a revogação do despacho abertura de 6-06-1991, por o imóvel não ter valor nacional
Despacho de concordância de 1-10-2002 do presidente do IPPAR
Parecer de 22-09-2002 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIM
Edital N.º 14/97 de 17-02-1997 da CM de Montijo
Despacho dde 6-06-1991 da vice-presidente do IPPAR a determinar a abertura da instrução do processo de classificação
Proposta de 24-05-1991 do Departamento do Património Arquitectónico do IPPC para a abertura da instrução de processo de classificação
Proposta de classificação de 20-09-1990 da CM de Montijo

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

No século XIV, a vila de Aldeia Galega teria como matriz a ermida de São Sebastião, que é apontada por diversos autores como a mais antiga igreja do Montijo. No entanto, o crescimento populacional impôs a construção de uma nova igreja, de maiores dimensões e mais central, pelo que no final do século XV e início do século XVI se deu início às obras da Igreja Matriz do Espírito Santo (QUARESMA, 1948, p. 60).
A invocação a São Sebastião compreende-se pela tradição dos agricultores e fazendeiros de Aldeia Galega, que viam neste santo um intercessor privilegiado contra as pestes. O seu culto revelou-se um dos mais importantes nesta localidade, por oposição a São Pedro, venerado pelos pescadores. Há mesmo notícia de uma Confraria de São Sebastião, que mandava celebrar missa cantada em louvor deste santo, no dia que lhe era dedicado.
O conhecimento de parte da história desta ermida, devemo-lo às Visitações efectuadas pela Ordem de Santiago, que muito embora não refiram as campanhas de obras estruturais, permitem-nos perceber a evolução do espaço, até ao século XVII, que se pautou, desde sempre, por uma forte austeridade.
Inicialmente, e segundo a Visitação efectuada em 1525 (RAMA, 1906, p. 124), a ermida tinha paredes de pedra e cal, tijolo no pavimento e cobertura de madeira de castanho com telha vã. O altar principal seria de alvenaria, exibindo a imagem de São Sebastião, em madeira pintada, com as tradicionais setas. Por cima, erguia-se uma cortina de linho, com franja, metade verde e metade vermelha. Existiriam ainda dois outros altares laterais dedicados à Cruz e a Nossa Senhora, com imagens de dimensões muito reduzidas.
Mais tarde, o altar-mor foi revestido com azulejos, e os outros dois altares foram executados ou reedificados por Fernão Roiz, sob a invocação de Nossa Senhora da Piedade e de Santo António (CMM, Ficha de Inventário, 1989).
A Visitação de 1609 (RAMA, 1906, pp. 122-123) exigiu a realização de um retábulo pintado e dourado para o altar-mor, e o derrube dos altares travessos, por se encontrarem danificados e não haver local onde pudessem ser restaurados. Deu-se ordem, ainda, para que algumas imagens fossem enterradas, por se encontrarem deformadas, facto que aconteceu em Maio do mesmo ano (QUARESMA, p. 60). De facto, não se encontram, actualmente, vestígios destes altares.
Despojada da sua função de matriz, a ermida de São Sebastião conservou-se, estando adossada ao cemitério, desde 1844, e integrada num conjunto de habitações que não lhe oferece grande destaque. Parte da sua estrutura medieval manteve-se, subsistindo vestígios ao nível da cabeceira - o arco triunfal, apresenta colunas torsas lavradas com botões de efeitos geométricos. No pano fundeiro da capela, rematada por abóbada de berço, rasga-se uma arcada falsa de arco pleno.
Todavia, a traça arquitectónica que hoje observamos, de características maneiristas chãs, de linguagem clássica aplicada à estrutura austera e sóbria, deverá corresponder à campanha ocorrida na segunda metade do século XVI. A fachada, rematada por empena angular em cornija e encimada por óculo quadrilobado, reflecte a mesma linguagem seiscentista, plena de austeridade, exibindo, ao centro, um portal de moldura recta com cornija, flanqueado por duas janelas pequenas, molduradas e gradeadas.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Coisas da Nossa Terra - breves notícias da Villa de Aldeia Gallega do Riba-Tejo

Local

-

Data

1906

Autor(es)

RAMA, José de Sousa

Título

Albergaria, Hospital e Misericórdia de Aldeia-Galega do Ribatejo

Local

Montijo

Data

1948

Autor(es)

QUARESMA, José Simões

Título

Edifícios e monumentos notáveis do concelho do Montijo

Local

Montijo

Data

1989

Autor(es)

GRAÇA, Luís

Título

Subsídios para a História do Concelho do Montijo - cronologia geral

Local

Montijo

Data

1992

Autor(es)

LUCAS, Isabel