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Igreja de São Tiago, paroquial de Valadares - detalhe

Designação

Designação

Igreja de São Tiago, paroquial de Valadares

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Paroquial de Valadares / Igreja Paroquial de Valadares / Igreja de São Tiago (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Baião / Valadares

Endereço / Local

Largo da Igreja
Valadares

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 438/2012, DR, 2.ª série, n.º 179, de 14-09-2012 (ver Portaria)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Anúncio n.º 16975/2011, DR, 2.ª série, n.º 221, de 17-11-2011 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 31-05-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Proposta de 19-05-2010 da DRC do Norte para a classificação como de IP
Despacho de abertura de 13-12-1989 do vice-presidente do IPPC
Proposta de classificação de 26-05-1977 do IJF

ZEP

Portaria n.º 438/2012, DR, 2.ª série, n.º 179, de 14-09-2012 (sem restrições) (ver Portaria)
Anúncio n.º 16975/2011, DR, 2.ª série, n.º 221, de 17-11-2011 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 31-05-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 19-05-2010 da DRC do Norte

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A igreja românica de Valadares, antigo local de passagem dos peregrinos de Santiago, integra algumas características arquitectónicas interessantes, desde o seu pórtico principal até à cachorrada de tipo românico que circunda a capela-mor, mas o que lhe confere especial motivo de interesse, são as pinturas a fresco, do séc. XV, caracterizadas pela sua raridade.
A igreja é um templo modesto, característico dos finais do Românico, construído certamente no século XIII, quando este estilo dava os seus últimos passos no Norte do país e era já substituído pelo Gótico de tradição mendicante nos principais centros urbanos do centro e sul do reino. De planta longitudinal, integra nave única e capela-mor mais baixa e estreita que o corpo. A fachada principal é de registo único, com portal já apontado de duas arquivoltas, a interior decorada com semi-esferas, outro dos motivos que percorre o românico final português e tem uma curiosa sobrevivência em algumas realizações góticas do Entre-Douro-e-Minho. A fresta da parede testeira da capela-mor é também quebrada, o que revela uma relativa permeabilidade dos construtores às fórmulas incipientes do Gótico logo no primeiro momento de construção. A cachorrada que sustenta o telhado, por seu turno, é ainda vincadamente românica. Apesar de se conservar apenas parcialmente, evidencia um vocabulário artístico simples e até rústico, dominando as formas geométricas e vegetalistas, despontando alguns (poucos) elementos antropomórficos.
No final do século XV, as paredes interiores da capela-mor foram cobertas por uma sequência de pinturas murais. Deve-se a Vergílio CORREIA, 1924: 101-106 a primeira notícia da sua descoberta, ocorrida dois anos antes. "Toda a cabeceira da capela-mór conserva a decoração parietal", que se estende por duas séries: a parede fundeira e as paredes laterais. No primeiro caso, o artista desenhou uma espécie de tríptico, com Nossa Senhora da Piedade ao centro, ladeada pelas santas Catarina e Bárbara, estas devidamente identificadas por cartela com os seguintes letreiros: qterin e barbor. Superiormente, desenvolve-se um friso que tem a particularidade de integrar máscaras de anjos "de tufada cabeleira quatrocentista, de azas altas e abertas e mãos postas, ressaltando sôbre um fundo salpicado de cravos espalmados". Nas paredes laterais o conjunto está menos preservado, mas foi ainda possível identificar da "banda da esquerda, um grupo de animais apocalipticos, entre os quais figura um tosco unicórnio; e da direita um apostolado, possivelmente S. Paulo, de livro sobraçado e espada empunhada".
Ainda de acordo com a primeira abordagem de Vergílio Correia, o encomendador foi o abade João Camelo, "natural da visinha aldeia de Borosende" e futuro bispo de Silves e da vizinha cidade de Lamego, cuja memória ficou perpetuada numa truncada inscrição que acompanha o revestimento mural: ESTA OBRA MANDOU FAZER JUAN CAMELO DE (BORO?) / SENDE ABADE DESTA YGREJA : ERA DE MIL E CCCCtos E".
Paulo Fernandes | DIDA | IGESPAR, I.P.
13.08.2007

Imagens

Bibliografia

Título

Monumentos e esculturas - séculos III-XVI

Local

Lisboa

Data

1924

Autor(es)

CORREIA, Vergílio